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domingo, 19 de setembro de 2010

Essa mulher e outros contos - Rodolfo Walsh


Este livro reúne o conjunto fundamental da prosa breve de Rodolfo Walsh, autor morto durante a ditadura argentina.

Serviço
Essa mulher e outros contos
Rodolfo Walsh
Tradução: Sérgio Molina e Rubia Prates Goldoni
256 páginas - R$ 39,00 (em média)
Editora 34

quarta-feira, 21 de julho de 2010

As tecnologias da inteligência - Pierre Levy


Inventário crítico da sofisticada e recente tecnologia que propiciou uma revolução comparável àquela ocorrida com a introdução da escrita na cultura ocidental. Lévy sustenta que a cultura da informática é uma nova forma de assimilação de conhecimento e um novo caminho para a produção intelectual - uma etapa posterior à da expressão oral e escrita.

Serviço:
As tecnologias da inteligência
Pierre Levy
Tradução: Carlos Irineu da Costa
208 páginas - R$ 36,00 (em média)
Editora 34

terça-feira, 6 de julho de 2010

Medeia - Eurípides


Tendo por base um antigo mito grego, a Medeia de Eurípides (c. 480-406 a.C.) narra a vingança da altiva Medeia contra Jasão, depois que este — após ter conquistado o Velo de Ouro com sua ajuda — a rejeita para desposar a filha do rei de Corinto. Encenada pela primeira vez em 431 a.C., no concurso teatral das Grandes Dionísias em Atenas, a peça obteve apenas o terceiro e último lugar.


Tal resultado refletia não uma suposta inferioridade da tragédia, mas a incompreensão do público diante de um autor que constantemente subverteu forma e conteúdo tradicionais da poesia trágica. A posteridade, no entanto, soube enxergar nesse elemento subversivo um forte aspecto de modernidade: ao deslocar o foco do coletivo para o individual, introduzindo aí os motivos da psicologia humana e dando relevo inédito às personagens femininas, a obra de Eurípides se tornaria um dos pilares da dramaturgia moderna — e a figura de Medeia, uma das mais marcantes de toda a literatura.

O famoso texto de Eurípides - que inspirou numerosas obras, em diferentes épocas, de Sêneca a Pier Paolo Pasolini, passando por Chaucer, Corneille, Jean Anouilh, Heiner Müller, Lars von Trier, Christa Wolf e, entre nós, Chico Buarque e Paulo Pontes, com a peça Gota d'água (1975) — chega agora ao leitor brasileiro em edição bilíngue na apurada tradução de Trajano Vieira, que procurou captar todos os ritmos, as nuances e os traços de modernidade estilística do original.

Serviço:
Medeia
Eurípides
Tradução: Trajano Vieira
192 páginas - R$ 34,00 (em média)
Editora 34

segunda-feira, 5 de julho de 2010

O anti-Édipo - Gilles Deleuze e Félix Guattari


Este é um livro revolucionário, em múltiplos sentidos. Não só porque seus autores o escreveram sob o influxo de Maio de 68, mas sobretudo porque seu alvo é compreender e libertar a potência revolucionária do desejo, dinamitando as categorias em que a psiquiatria e a psicanálise o enquadraram. No centro do conflito está a concepção freudiana do inconsciente como teatro e representação — e sua pedra de toque, o drama de Édipo. Para Deleuze e Guattari, ao contrário, o inconsciente não é teatro, mas usina; não é povoado por atores simbólicos, mas por máquinas desejantes; e Édipo, por sua vez, não passa da história de um longo "erro" que bloqueia as forças produtivas do inconsciente, aprisiona-as no sistema da família e assim as remete a um teatro de sombras.

Com agilidade impressionante, O anti-Édipo combina dispositivos da filosofia, da literatura, da antropologia, da arte, da economia, da ciência, da política e da biologia — além de um sem-número de alusões e citações que correriam o risco de passar despercebidas não fosse o trabalho rigoroso do tradutor Luiz B. L. Orlandi, que dotou esta edição de valiosas notas informativas —, para articular uma crítica radical da cultura que acabou por definir uma das linhas de força do pensamento contemporâneo.

Serviço:
O anti-Édipo - Capitalismo e esquizofrenia
Gilles Deleuze e Félix Guattari
Tradução: Luiz B. L. Orlandi
560 páginas - R$ 59,00 (em média)
Editora 34

sexta-feira, 4 de junho de 2010

O Anti-Édipo - Gilles Deleuze e Felix Guattari


Este é um livro revolucionário, em múltiplos sentidos. Não só porque seus autores o escreveram sob o influxo de Maio de 68, mas sobretudo porque seu alvo é compreender e libertar a potência revolucionária do desejo, dinamitando as categorias em que a psiquiatria e a psicanálise o enquadraram.
No centro do conflito está a concepção freudiana do inconsciente como teatro e representação - e sua pedra de toque, o drama de Édipo. Para Deleuze e Guattari, ao contrário, o inconsciente não é teatro, mas usina; não é povoado por atores simbólicos, mas por máquinas desejantes; e Édipo, por sua vez, não passa da história de um longo "erro" que bloqueia as forças produtivas do inconsciente, aprisiona-as no sistema da família e assim as remete a um teatro de sombras.

Com agilidade impressionante, O anti-Édipo combina dispositivos da filosofia, da literatura, da antropologia, da arte, da economia, da ciência, da política e da biologia - além de um sem-número de alusões e citações que correriam o risco de passar despercebidas não fosse o trabalho rigoroso do tradutor Luiz B. L. Orlandi, que dotou esta edição de valiosas notas informativas -, para articular uma crítica radical da cultura que acabou por definir uma das linhas de força do pensamento contemporâneo.

Serviço:
O Anti-Édipo
Gilles Deleuze e Felix Guattari
Tradução: Luiz B. L. Orlandi
560 páginas - R$ 59,00 (em média)
Editora 34


sexta-feira, 21 de maio de 2010

Flores das flores do mal de Baudelaire - Charles Baudelaire


Estas Flores das "Flores do mal" reúnem 21 poemas da obra máxima de Charles Baudelaire (1821-1867), colhidos a dedo e recriados com esmero em língua portuguesa, ao longo de oito anos, pelo poeta Guilherme de Almeida. Reconhecido por Mário de Andrade e Manuel Bandeira por sua excelência na arte da versificação, Guilherme de Almeida (1890-1969) foi figura de destaque na vida cultural do país na primeira metade do século XX, e exerceu importante influência no movimento modernista brasileiro.

Exímio poeta e pensador refinado, foi também um grande e apaixonado tradutor, tendo divulgado o haikai no Brasil e vertido para o português obras de Paul Verlaine, François Villon, Rabindranath Tagore, Oscar Wilde e Tennessee Williams, entre outros. Não foi à toa que, a propósito destas Flores das "Flores do mal", Bandeira afirmou, em texto reproduzido no presente volume, que Guilherme de Almeida sabia "traduzir até diamantes".

Sucesso alcançado, explica o poeta-tradutor, porque "sempre soube [estes poemas] de cor e, à força de dizê-los, citá-los e recitá-los, acabei por me surpreender ouvindo-os de mim mesmo, na minha língua mesma". Além da apresentação de Manuel Bandeira, esta edição bilíngue inclui as notas em que Guilherme de Almeida comenta aspectos do trabalho de recriação de cada um dos poemas, um posfácio crítico de Marcelo Tápia e as belas ilustrações de Henri Matisse, concebidas para uma antologia das Flores do mal publicada na França em 1947.

Serviço
Flores das flores do mal de Baudelaire
Charles Baudelaire
Tradução: Guilherme de Almeida
Ilustração: Henry Matisse
144 páginas - R$ 39,00 (em média)
Editora 34

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Sombras na Relva - Karen Blixen


Em Sombras na relva, escrito em 1960, poucos anos antes de sua morte, Karen Blixen volta a se debruçar sobre a sua experiência no Quênia — já abordada no livro A fazenda africana —, onde viveu de 1914 a 1931, administrando uma fazenda de café. Aqui, o ângulo peculiar do relato autobiográfico redimensiona o tema e lança novas luzes sobre a literatura desta que é considerada, por unanimidade, a maior escritora dinamarquesa do século XX.


O refinamento do estilo da autora (também conhecida pelo pseudônimo Isak Dinesen), somado a um enorme poder de imaginação, oferece ao leitor uma oportunidade rara: conhecer a savana africana, sua gente e seus animais, conduzido por uma prosa que combina elegância e vigor, típica dessa baronesa que caçava leões. Um belíssimo e comovente registro de um encontro entre a velha Europa e a África selvagem.

Serviço
Sombras na Relva
Karen Blixen
Tradução: Maria Luiza Newlands
102 páginas - R$ 27,00 (em média)
Editora 34

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Azul e Dura - Beatriz Bracher


Romance explosivo, de enfrentamento existencial, escrito numa linguagem vertiginosa e seca, ao mesmo tempo lírica e cortante, Azul e dura, publicado pela primeira vez em 2002, foi a estreia literária de Beatriz Bracher e abriu as portas para a sua produção posterior, que inclui os premiados Antonio (romance, 2007) e Meu amor (contos, 2009). No centro dessa narrativa encontra-se Mariana, uma mulher de quarenta e dois anos, filha da alta burguesia paulistana e residindo no Rio, que distraidamente atropela e mata uma garota do seu bairro. Alguns anos depois, numa estação de esqui na Suíça, ela tenta entender, por meio de uma narrativa baseada em velhas anotações, o contexto do acidente e a crise moral que ele desencadeou, bem como o fim de seu casamento com um bem-sucedido advogado.

Drama íntimo por excelência, Azul e dura é também a luta de uma mulher angustiada para romper com sua classe social, seus valores perversos e a hipocrisia que os sustenta. Com isso, temas mais amplos, como o patriarcalismo, são colocados lado a lado a outros, como as traições do marido e o quase alcoolismo da narradora. Milton Ohata, que assina o texto de orelha desta segunda edição, observa ainda que "Azul e dura parece pressupor 1964 como o ponto de inflexão histórica do Brasil contemporâneo. Muito da deriva de suas personagens terá a ver com esse fato. Embora limpa de autocomiseração, Mariana não chega a articular uma acusação do ambiente em que foi criada. A fragilidade da personagem é acolhida pela consciência da fragilidade do ato de narrar. Dessas duas fragilidades resulta a força discreta da prosa de Beatriz Bracher".

Serviço
Azul e Dura
Beatriz Bracher
168 páginas - R$ 27,00 (em média)
editora 34

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Sombras na Relva - Karen Blixen


Se ao sujeito moderno faltam mitos para simbolizar e expressar a ausencia de sentido da existencia, Karen Blixen descobre na literatura um caminho. A vida e considerada a maior obra de arte e o homem, sendo sua propria historia, pode e deve respeita-la.

Serviço
Sombras na Relva
Karen Blixen
Tradução: Maria Luiza Newlands
104 páginas - R$ 27,00 (em média)
Editora 34

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Música Caipira: da roça ao Rodeio


Os passos percorridos pela música caipira até ela adiquirir a feição pop dos dias atuais são rastreados neste livro que traz, no fundo, uma parte rica e substancial da história da cultura popular brasileira.

Serviço
Música Caipira: da roça ao Rodeio
Rosa Nepomuceno
434 páginas - R$ 30,00 (em média)
Editora 34

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Azul e dura - Beatriz Bracher


Romance explosivo, de enfrentamento existencial, escrito numa linguagem vertiginosa e seca, ao mesmo tempo lírica e cortante, Azul e dura, publicado pela primeira vez em 2002, foi a estreia literária de Beatriz Bracher e abriu as portas para a sua produção posterior, que inclui os premiados Antonio (romance, 2007) e Meu amor (contos, 2009). No centro dessa narrativa encontra-se Mariana, uma mulher de quarenta e dois anos, filha da alta burguesia paulistana e residindo no Rio, que distraidamente atropela e mata uma garota do seu bairro. Alguns anos depois, numa estação de esqui na Suíça, ela tenta entender, por meio de uma narrativa baseada em velhas anotações, o contexto do acidente e a crise moral que ele desencadeou, bem como o fim de seu casamento com um bem-sucedido advogado.

Drama íntimo por excelência, Azul e dura é também a luta de uma mulher angustiada para romper com sua classe social, seus valores perversos e a hipocrisia que os sustenta. Com isso, temas mais amplos, como o patriarcalismo, são colocados lado a lado a outros, como as traições do marido e o quase alcoolismo da narradora. Milton Ohata, que assina o texto de orelha desta segunda edição, observa ainda que "Azul e dura parece pressupor 1964 como o ponto de inflexão histórica do Brasil contemporâneo. Muito da deriva de suas personagens terá a ver com esse fato. Embora limpa de autocomiseração, Mariana não chega a articular uma acusação do ambiente em que foi criada. A fragilidade da personagem é acolhida pela consciência da fragilidade do ato de narrar. Dessas duas fragilidades resulta a força discreta da prosa de Beatriz Bracher".

Serviço
Azul e dura
Beatriz Bracher
168 págians - R$ 27,00 (em média)
Editora 34

Memórias da sauna finlandesa - Marcelo Mirisola


Neste novo livro de contos de Marcelo Mirisola, o autor de O herói devolvido leva seu estilo característico a um novo patamar, agregando "fluência e muito mais humor" à sua ficção "tisnada de realismo sardônico", no dizer do colega Reinaldo Moraes. Os fãs do escritor vão se surpreender com textos antológicos como "Sobre os ombros dourados da felicidade", "Os gorilas de Sumatra" e "Mesa 5", carregados de um lirismo profundo e corrosivo.

Serviço
Memórias da sauna finlandesa
Marcelo Mirisola
176 páginas - R$ 28,00 (em média)
Editora 34

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

A arte de Ler - Michéle Petit


"Aquele livro me deu a força necessária para enfrentar a virada decisiva de minha vida, aceitar que eu não era mais o mesmo, suportar sê-lo com meus amigos que não compartilhavam o que eu pensava e que tive que enfrentar para defender minha nova maneira de ver a vida..."

O depoimento acima, de um jovem morador de um dos bairros mais pobres de Bogotá, na Colômbia, é apenas um entre as dezenas de testemunhos sobre a importância da literatura — tomada aqui num sentido amplo, que inclui histórias em quadrinhos e relatos orais, além dos gêneros tradicionais da poesia, do conto e do romance — na formação do sujeito, e o papel que ela desempenha em contextos de crise.

Comentando experiências de mediadores de leitura em contextos adversos, especialmente em países da América Latina, entre eles o Brasil, neste A arte de ler a antropóloga francesa Michèle Petit amplia os temas e aprofunda as análises de seu Os jovens e a leitura, publicado em 2008 pela Editora 34. Com um olhar interessado e uma sólida bagagem intelectual, investiga as diferentes maneiras pelas quais a forma narrativa pode atuar como educadora da sensibilidade, ao mesmo tempo em que se afirma como um poderoso instrumento de resistência ao caos interior e à exclusão social.

Serviço
A arte de Ler
Michéle Petit
304 páginas - R$ 42,00 em média
Editora 34

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Meu amor


'Meu amor', primeiro livro de contos de Beatriz Bracher, reúne dezoito narrativas breves da autora, mais um poema - 'My Love' - que encerra o volume e lhe empresta o título. Escritos e reescritos entre 2004 e 2008, esses textos são ligados por um olhar crítico e ao mesmo tempo amoroso sobre a vida no Brasil contemporâneo. Beatriz experimenta e questiona os limites que separam não apenas os gêneros literários, mas também os territórios do urbano e do rural no imaginário literário brasileiro.

Serviço
Meu amor
Beatriz Bracher
244 páginas - R$ 33,00 (em média)
Editoa 34

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Gente Pobre


Primeiro romance de Dostoiévski, Gente pobre (1846) não é apenas um prenúncio do que o autor de Crime e castigo faria no futuro. Nele já se encontra um escritor com domínio pleno do seu ofício, a ponto de Bielínski, principal crítico da época, ver na obra "mistérios e caracteres da Rússia com os quais ninguém até então havia sequer sonhado" e "a primeira tentativa de se fazer um romance social" no país.

Partindo das experiências de Púchkin, em "O chefe da estação", e Gógol, em "O capote", que deram ao homem comum uma nova roupagem literária, Dostoiévski criou uma narrativa epistolar que subverteu o gênero por completo e foi imediatamente aclamada pelo público, fazendo de seu autor, praticamente da noite para o dia, um escritor consagrado.

Pela troca de cartas entre Makar Diévuchkin, funcionário menor de uma repartição pública de Petersburgo, e sua vizinha Varvara Alieksiêievna, uma jovem órfã injustiçada, o leitor acompanha de perto as pequenas alegrias e os constantes sofrimentos dos dois personagens. Com seu talento fora do comum, Dostoiévski explora a fundo as variações de tom e tratamento, de saltos e encadeamentos na ação, para dar voz a um universo comovente de afetos e valores, que a tradução de Fátima Bianchi soube tão bem captar.

Serviço
Gente pobre
Fiódor Dostoiévski
Tradução de Fátima Bianchi
192 páginas - R$ 34,00 (em média)
Editora 34

TEatro - Gógol


Mestre da paródia, do humor crítico e do nonsense, Nikolai Gógol (1809-1852) ocupa uma posição singular no panorama da literatura mundial. Por um lado, é reconhecidamente o precursor de toda uma linhagem da ficção russa do século XIX que inclui autores tão fundamentais, e diferentes entre si, quanto Dostoiévski e Tchekhov. Por outro, seus textos teatrais estão na origem de algumas das experiências mais criativas do teatro de vanguarda do século XX. Neste sentido, vale observar que a invenção literária genial de O inspetor geral, levada ao palco pela primeira vez em 1836, só iria encontrar o seu perfeito equivalente cênico em 1926, na célebre montagem de V. E. Meyerhold (1874-1940), que trouxe à tona todo o potencial revolucionário da peça.

O presente volume reúne a totalidade da obra teatral de Gógol — que inclui também Os jogadores, O casamento, À saída do teatro e Desenlace de O inspetor geral —, com exceção de quadros fragmentários e inacabados, não incluídos em suas obras completas. A tradução de Arlete Cavaliere, professora da Universidade de São Paulo, e autora também das notas e do estudo introdutório, parte de uma compreensão profunda do universo gogoliano, fruto de anos de convívio com sua poética. Em busca do tom e do espírito do original, o texto em português tira partido da oralidade, dos jogos de linguagem e dos lances inesperados, para recriar em nossa língua esse humor insurgente, afiado e atualíssimo, que fascina leitores em todo o mundo.

Serviço
Teatro completo
Nikolai Gógol
Tradução de Arlete Cavaliere
408 paginas - R$ 52,00 (em média)
Editora 34

Lady Macabeth


Se Ivan Turguêniev é o mais ocidental dos escritores russos do século XIX, Nikolai Leskov é o grande retratista dos costumes e da alma de seu povo. Mas apesar da força de suas narrativas curtas, tão intensas quanto os romances de Dostoiévski, e da fluidez do estilo, comparável ao de Tolstói, ele é um autor ainda pouco conhecido fora da Rússia. Em Lady Macbeth do distrito de Mtzensk, publicada em 1865 na revista Epokha — editada por Dostoiévski — e considerada a obra-prima de Leskov, o leitor acompanha a transformação de Catierina Lvovna, a jovem e entediada esposa de um velho comerciante, em uma cruel assassina.

Essa heroína fria e calculista, que pode ser vista também como um símbolo da libertação feminina em relação à opressão patriarcal, mas que em nenhum momento se arrepende das atrocidades cometidas, levou a crítica a encontrar nessa versão russa da tragédia shakespeariana aspectos mais tarde desenvolvidos pelo romance noir de Raymond Chandler — e, além disso, inspirou a famosa ópera de Dmitri Shostakóvitch, de 1934, e o filme Lady Macbeth siberiana, do cineasta polonês Andrzej Wajda.

Serviço
Lady Macabeth do Distrito de Mtzensk
Nikolai Leskov
96 páginas - R$ 28,00 (em média)
Editora 34

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Histórias Apócrifas

Nos 29 textos que compõem a coletânea – elaborados no período entre as duas guerras mundiais, às vésperas da ascensão do nazismo –, o escritor tcheco Karel Čapek percorre um amplo arco que vai da paródia burlesca à parábola alegórica. Retomando episódios e personagens históricos, míticos e literários de um ponto de vista inusitado, estas Histórias apócrifas questionam o senso comum, os preconceitos e o totalitarismo.

Serviço
Histórias Apócrifas
Larel Capek
Tradução: Alecsandar Jovanovi
180 páginas - R$ 32,00 (em média)
Editora 34

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Walter Benjamin


Estes Escritos sobre Goethe dão início à publicação, pela Coleção Espírito Crítico, dos ensaios mais importantes de Walter Benjamin (1892-1940). O presente volume é composto pelos textos "As afinidades eletivas de Goethe" (1922) e "Goethe" (1928). Este último, redigido sob encomenda para uma enciclopédia, mas só publicado na íntegra após a sua morte, traça um perfil abrangente da vida e da obra do grande poeta alemão, relacionando-as às circunstâncias da história europeia.

Inédito no Brasil, o primeiro ensaio, dedicado à leitura do romance As afinidades eletivas (1809), obra da maturidade de Goethe, é uma indagação de longo alcance sobre a natureza da obra de arte, a tarefa da crítica e da interpretação. Partindo da distinção decisiva entre "teor factual" e "teor de verdade", constitui um dos exemplos mais finos da arte reflexiva de Benjamin, tendo se tornado referência indispensável para a teoria da literatura e a crítica de arte de modo geral.

Serviço
Ensaior Reunidos Escrito sobre Goethe
Walter Benjamin
Tradução: Mônica Krausz Bornebusch, Irene Aron e Disney Camargo
192 páginas - R$ 36,00 (em média)
Editora Duas Cidades e Editora 34

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

O teatro da revolução Russa

Obra-prima da arte de vanguarda russa e ponto alto da produção teatral de Maiakóvski, a comédia fantástica O percevejo — redigida no final de 1928 e encenada no ano seguinte — assinala também um ponto de inflexão na trajetória do poeta. Neste texto, o entusiasmo de Maiakóvski com a Revolução de 1917 dá lugar a uma visão crítica do futuro do socialismo, expressa numa sátira contundente que mistura temas jornalísticos, jingles publicitários, mitos pessoais, canções, política, amor e ficção científica.

Apesar do sucesso da peça, a montagem original de O percevejo — com cenários de Ródtchenko, trilha sonora de Shostakóvitch e direção de Meyerhold — foi duramente criticada por dirigentes partidários que acusavam Maiakóvski de ser formalista e pouco didático, o que contribuiu para o desgaste do poeta, que cometeria suicídio um ano depois, em 1930.

No Brasil, a peça foi traduzida e, em 1981, levada ao palco por Luís Antonio Martinez Corrêa. É esta tradução — revista por Boris Schnaiderman, também autor do posfácio e de uma cronologia sobre a vida e a obra do poeta — que agora é oferecida ao leitor, enriquecida com um texto inédito em português do próprio Maiakóvski sobre O percevejo.

Serviço
O percevejo Comédia fantástica em nove cenas
Vladímir Maiakóvski
Tradução: Luís Martinez Corrêa
Cotejo com o original russo e posfácio de Boris Schnaiderman
112 páginas - R$ 29,00 (em média)
Editora 34