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terça-feira, 3 de agosto de 2010

Nas redes do sexo - Maria Elvira Diaz-Benitez


Ousado e original, aborda o universo dos filmes pornô hétero, gay e travesti, a partir de pesquisa realizada em São Paulo, principal centro de produção do gênero no país. A autora presenciou diversas filmagens e conviveu com pessoas desse meio estigmatizado e cheio de códigos particulares. O livro desvenda tais códigos e analisa os rituais antes, durante e depois das filmagens. Mostra ainda como a produção pornô se organiza e as etapas de sua elaboração – desde o recrutamento do elenco até a distribuição do produto no mercado.

A autora discute temas controversos, como o uso (ou não) de preservativos no set, a migração de travestis para a Europa, o lugar das práticas “bizarras”, o valor dos cachês, a proximidade com a prostituição...

Serviço:
Nas redes do sexo - os bastidores do pornô brasileiro
Maria Elvira Diaz-Benitez
239 páginas - R$ 46,90 (em média)
Editora Jorge Zahar

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Beethoven - Richard Wagner


Escrito em comemoração ao centenário de Beethoven, em 1870, essa bela e entusiasmada homenagem pretende mostrar como e por que Beethoven é um dos grandes benfeitores da humanidade. Para Wagner, Beethoven representava o ápice da expressão musical. Esse livro mostra o desenvolvimento do gênio de Beethoven e a sua atitude desafiadora diante da modernidade, inserindo-o num movimento de defesa da afirmação cultural e política alemã.

Serviço:
Beethoven
Richard Wagner
Tradução: Anna Cavalcanti
104 páginas - R$ 29,00 (em média)
Editora Jorge Zahar

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Conversas com Francis Bacon - Franck Maubert


“Não sabemos por que determinadas coisas nos tocam. É verdade, adoro os vermelhos, os azuis, os amarelos, a gordura da carne. Somos carne, não é mesmo?” Francis Bacon

A pintura de Francis Bacon, um dos mais importantes artistas do século XX, é crua, direta e ainda assim sensível – como suas palavras. Na opinião do crítico de arte Franck Maubert, Bacon, mais que qualquer artista, encarnava a pintura. O pintor lhe concedeu uma primeira entrevista em 1982, em seu famoso e quase secreto ateliê. Outros encontros viriam, e com eles uma amizade que duraria até a morte do artista, uma década depois. Esse livro traz passagens dessas várias e inéditas entrevistas, que abrangem a maioria dos grandes temas de interesse para Francis Bacon: arte, vida, morte, leituras, amizades, viagens, a bebida e sobretudo sua paixão – a pintura.

Serviço:
Conversas com Francis Bacon - O cheiro do sangue humano não desgruda seus olhos de mim
Franck Maubert
Tradução: André Telles
93 páginas - R$ 28,00 (em média)
Editora Jorge Zahar

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Capitalismo parasitário - Zygmunt Bauman


O aclamado sociólogo Zygmunt Bauman lança nesse novo livro o seu olhar crítico sobre temas variados do mundo contemporâneo: cartões de crédito, anorexia, bulimia, a crise financeira de 2009 e suas possíveis soluções, a inutilidade da educação nos moldes atuais, a cultura como balcão de mercadorias... Todos são fenômenos que colaboram para o mal-estar dominante em nossas sociedades, e estão brilhantemente relacionados ao conceito de liquidez desenvolvido pelo sociólogo. Aspectos tão diferentes são articulados de maneira densa, produzindo uma compreensão singular das raízes desse mal-estar. Mais uma vez, as ideias de Bauman orientam e iluminam nossa compreensão da atualidade, tocando na raiz dos problemas da vida cotidiana.

Serviço
Capitalismo parasitário
Zygmunt Bauman
92 páginas - R$ 19,00 (em média)
Editora Zahar

terça-feira, 16 de março de 2010

Eu sou o Último Judeu - Chil Rajchman


“Estamos preocupados, pois o trem fez meia-volta. Olhamos uns para os outros. O que está acontecendo? Constato que estamos perdidos. É o fim.” Chil Rajchman, em um dos muitos momentos em que achou que seria assassinado.

Nenhum campo de extermínio foi tão longe na racionalização do assassinato em massa quanto Treblinka. Lá, cerca de 750.000 judeus foram mortos. Apenas 57 sobreviveram. Chil Rajchman foi um deles. Por dez meses, sobreviveu ao absoluto terror. Carregou cadáveres em decomposição. Extraiu dentes dos mortos para que os nazistas aproveitassem o ouro, lavando-os em vasilhas cujos restos de água sanguinolenta mataram a sede de outros prisioneiros. Testemunhou suicídios, empalamentos, centenas de execuções. Foi chicoteado diariamente, teve tifo, sarna. Em agosto de 1943, Chil e outros prisioneiros conseguiram pôr em prática um plano de revolta. Ele foi um dos últimos judeus a escapar de Treblinka. Seu relato avassalador e detalhado, escrito ainda durante a guerra e até agora inédito, vem a público acompanhado por fotografias, mapas e a planta do campo de extermínio. Um importante testemunho do que preferíamos esquecer, mas não podemos.

Serviço
Eu sou o Último Judeu
Chil Rajchman
Tradução: André Telles
152 páginas - R$ 28,00 (em média)
Editora Jorge Zahar

Pegando Fogo - Richard Wrangham


“Wrangham é um ícone da antropologia moderna.” Veja

Nesse livro surpreendente e transformador, Richard Wrangham redesenha completamente nossa compreensão sobre nós mesmos com sua original “hipótese do cozimento”. Para ele, ao contrário do que se pensa desde Darwin, passamos a cozinhar antes de nos tornarmos homens, e nos tornamos homens justamente porque passamos a cozinhar.

O autor une áreas diversas para defender sua teoria, sempre com um texto claro e ao mesmo tempo profundo. Entre histórias sobre comunidades de dieta crua ou vegetariana, sobreviventes na selva e no mar, o cotidiano alimentar de esquimós, índios brasileiros e aborígenes australianos, ele nos conta sua própria experiência no território selvagem dos chimpanzés – onde viveu com eles e, sobretudo, comeu o que eles comem.

Serviço
Pegando Fogo
Richard Wrangham
Tradução: Maria Luiza X. de A. Borges
228 páginas - R$ 34,00 (em média)
Editora Jorge Zahar

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Aprendendo a pensar com a sociologia - Zygmunt Bauman e Tim May


Partindo de aspectos aparentemente comuns da vida – amor, atos de consumo, trabalho, lazer, religião –, Bauman e May escreveram esse livro com o objetivo de ajudar as pessoas a entender suas vivências individuais e com os outros. Revelam como a sociologia fornece uma série de observações sobre nossas experiências e mostram as implicações de nossos atos sobre a maneira como conduzimos nossa existência. A edição original, publicada nos Estados Unidos em 1990, foi revista pelos autores e inclui temas atuais como corpo, intimidade, tempo, espaço, desordem, risco, globalização, identidade e novas tecnologias. Cada capítulo aborda problemas que constituem parte de nossa vida cotidiana, dilemas e escolhas com os quais nos deparamos, mas não chegamos a refletir. Os autores ainda sugerem questões que podem servir de orientação para o leitor ou de plano de estudos para professores e alunos. Pensar sociologicamente significa entender aqueles que nos cercam em suas esperanças, desejos, inquietações e preocupações.

Serviço
Aprendendo a pensar com a sociologia
Zygmunt Bauman e Tim May
304 páginas - R$ 30,00 (em média)
Editora Jorge Zahar

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

História das Crenças e das ideias religiosas


Esse é o primeiro volume da obra máxima do historiador romeno Mircea Eliade – o mais conhecido estudioso das religiões do século XX. O autor empreende, em ordem cronológica, a análise das manifestações do sagrado nas sociedades humanas, com um estudo singular dos momentos criadores das mais diferentes tradições religiosas do Oriente e do Ocidente. Seu percurso começa na pré-história e segue até o florescimento do culto de Dioniso na Grécia, passando pelas religiões mesopotâmicas, do Egito Antigo, de Israel, da Índia antes de Buda, da Grécia e do Irã. Sua inegável importância para a história das religiões e da cultura universal levou a Zahar a relançá-lo 30 anos depois da primeira publicação no Brasil.

Um trajeto essencial para se compreender como os elementos que povoam a vida religiosa dão forma às diversas concepções de mundo de cada povo.

Serviço
História das Crenças e das ideias religiosas
Mircea Eliade
Tradução; Roberto Cortes de Lacerda
440 páginas - 49,00 (em média)
Editora Jorge Zahar

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

O Frio e o Cruel


“O destino de Masoch é duplamente injusto”, resume Deleuze, um dos mais importantes pensadores contemporâneos. Sacher-Masoch, que inspirou a formulação do neologismo “masoquismo”, teve ao longo dos anos sua obra praticamente esquecida e associada com os escritos do Marquês de Sade. O filósofo realiza uma brilhante leitura comparativa entre as obras do austríaco e de Sade, atento ao valor literário e ao viés psicanalítico. Um livro que ilustra bem a ideia deleuziana de que o artista ou o escritor é um pensador tanto quanto o filósofo ou o cientista.

“Para Deleuze, a literatura é uma atividade clínica, e o grande artista é mais um médico do que um doente.” Roberto Machado, professor de filosofia da UFRJ.

Serviço
Sacher-Masoch - O frio e o Cruel
Gilles Deleuze
Tradução: Jorge Bastos
240 páginas - R$ 35,00 (em média)
Editora Zahar

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Adorno


Essa poderia ser classificada como a obra-prima de Adorno se o seu pensamento permitisse o conceito tradicional de obra-prima. Isso porque, nesse texto, Adorno justifica seu procedimento filosófico, pondo as cartas na mesa e oferecendo uma metodologia de seus trabalhos materiais. Leitura essencial para os estudiosos do pensamento de Adorno, e uma arma vital na tarefa de dar sentido aos tempos modernos.

Serviço
Dialética Negativa
Theodor Adorno
Tradução: Marco Antonio Casanova
352 páginas - R$ 59,00 (em média)
Editora Zahar

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Falando da sociedade


Com sua habitual originalidade, o sociólogo americano Howard Becker lança um desafio para os cientistas sociais: admitir que eles não detêm o monopólio de representação da sociedade, reconhecendo que outros gêneros também produzem conhecimento indispensável sobre o social.

Consagrado por seu olhar inovador sobre a transgressão, em Falando da sociedade, Becker oferece a qualquer leitor interessado no estudo da cultura uma série de ensaios a respeito de artistas, escritores, gêneros literários e formas de representação.

Na primeira parte, o autor trata das ideias que permitem construir um relato sobre a sociedade e analisa diferentes exemplos, como estatísticas, gráficos, fotos, filmes e obras de arte conceitual.
Na segunda parte, demonstra como áreas não convencionais de representação desempenham bem o papel de relatar o social, analisando com muita criatividade peças de teatro (Major Barbara e A profissão da senhora Warren, ambas de Bernard Shaw), documentários (Titticut Follies, de Frederick Wiseman), ensaios (Manicômios, prisões e conventos, de Erving Goffman) e romances (Orgulho e preconceito, de Jane Austen, e As cidades invisíveis, de Ítalo Calvino). Apesar dos textos serem relacionados entre si, foram abordados pelo autor de forma a serem independentes e podem ser lidos em qualquer ordem.

Falando da Sociedade
Howard S. Becker
Tradução: Maria Luiza X. de A. Borges
312 páginas - R$ 44,00 (em média)
Editora Jorge Zahar

terça-feira, 24 de novembro de 2009

A arte e a filosofia


Toda a obra de Deleuze – e suas elaborações sobre a filosofia de diferentes épocas e campos variados, como as ciências, as artes e a literatura – é abordada nesse livro essencial. O professor Roberto Machado investiga o modo de funcionamento e a constituição do pensamento filosófico de Deleuze e conclui que ele sempre privilegiou a diferença em detrimento da identidade. Demonstra, ao mesmo tempo, que existe uma sistematicidade em sua filosofia, que em geral se desconhece. Uma visão global e, ao mesmo tempo, original do pensamento deleuziano.

Serviço
Deleuze, a arte e a filosofia
Roberto Machado
340 páginas - R$ 35,00 (em média)
Editora Jorge Zahar

O diálogo entre as culturas


“Um livro notável sobre o universal, os direitos humanos e o diálogo entre as culturas, escrito por um eminente filósofo.” Nonfiction.fr

Como conceber um diálogo entre as culturas? No mundo globalizado em que vivemos, essa é uma das grandes questões e chega acompanhada de contradição. De um lado, a tendência à padronização dos modos de vida disseminados pela cultura dominante nos últimos séculos – a ocidental –, pondo em risco toda diversidade. De outro, uma onda violenta de rejeição, justamente ao que é identificado com o modelo ocidental de pensamento. Em busca de respostas para esse impasse, o filósofo e sinólogo francês François Jullien propõe uma reflexão, profunda e original, sobre diversos conceitos-chave, que, segundo ele, moldam a nossa forma de pensar. Nesse percurso, aborda temas caros à filosofia, antropologia, história, sociologia e teologia.

A edição brasileira conta com apresentação do professor de filosofia Danilo Marcondes.

Serviço
O diálogo entre as culturas
François Jullien
244 páginas - R$ 32,00 (em média)
Editora Jorge Zahar