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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Política - João Ubaldo Ribeiro


Sem usar jargões nem impor qualquer visão particular, João Ubaldo destrincha alguns enigmas desta atividade inexorável à vida humana - a Política. Tem a ver com quem manda, por que manda, como manda. E João explica isso tudo como ninguém. Vai comendo pelas beiradas, explicando que coisa é essa, a Política, e por que ela interessa a todos e a cada um, e aos poucos desvendando conceitos fundamentais da sociedade e do Estado.

Escritor, jornalista, bacharel em Direito, mestre em Administração Pública e Ciência Política pela Universidade da Califórnia do Sul, João Ubaldo foi professor de Ciência Política da Universidade Federal da Bahia. Em Política, ele utiliza seu conhecimento acadêmico para tratar de temas como poder, nação, soberania, democracias, ditaduras, partidos políticos, ideologias - com linguagem clara.

Serviço
Política
João Ubaldo Ribeiro
192 páginas - R$ 35,90 (em média)
Editora Objetiva

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Frida Kahlo - Christina Burros


Frida Kahlo - nascida em 1907, perto da Cidade do México - aprendeu cedo sobre o sofrimento - teve poliomielite aos 6 anos e sofreu um acidente de ônibus aos 18, no qual quebrou a coluna vertebral. A jovem e indomável Frida conhece Diego Rivera, o grande muralista, num México em plena efervescência política e cultural. Os dois vão formar um casal lendário, ligado às culturas populares indígenas e unido até o fim na luta comunista e numa ambição artística que sobreviverá as provas conjugais. Amiga de Leon Trotski, admirada pelos surrealistas e fotografada pelos maiores artistas, Frida pintou autorretratos, como As Duas Fridas, A Coluna Quebrada e também algumas naturezas-mortas. Christina Burrus relata, em 'Frida Kahlo', o destino de uma artista cuja obra se fez à imagem e semelhança da mulher livre, bela e corajosa, que escondia seu sofrimento por trás de explosões de riso.

Serviço:
Frida Kahlo
Christina Burros
Tradução: Eliana Aguiar
144 páginas - R$ 19,90 (em média)
Editora Objetiva

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Reflexões sobre um século esquecido: 1901-2000 - Tony Judt


Neste livro, o autor alerta sobre a tentação de ver o século XX como uma era de extremos políticos, de erros trágicos e de escolhas impensadas; uma época de ilusões à qual conseguimos sobreviver. Ele acredita que não se sabe mais conversar sobre esses conceitos e já foi esquecido o papel desempenhado pelos intelectuais ao discutir, transmitir e defender as ideias que moldaram o tempo deles. Nesta coletânea de 24 ensaios, Tony Judt lembra o leitor do poder das ideias, ao discorrer sobre o apelo do marxismo no século XX.

Serviço:
Reflexões sobre um século esquecido: 1901-2000
Tony Judt
Tradução: Celso Nogueira
504 páginas - R$ 59,90 (em média)
Editora Objetiva

domingo, 25 de abril de 2010

O Encouraçado Potemkin - Neal Bascomb


Em O encouraçado Potemkin, Neal Bascomb apresenta um trabalho meticuloso, pioneiro na utilização de material inédito dos arquivos soviéticos, para iluminar esse evento central das histórias da Marinha russa.

Em 1905, após uma refeição de carne podre, mais de 700 marinheiros russos se amotinaram contra os oficias a bordo do mais poderoso encouraçado do mundo. Trabalhavam duro e eram extremamente oprimidos ― uma existência injusta e sem esperança, como a que vivia a maioria da classe trabalhadora russa da época. Certamente o motim — um grito pela liberdade que iria nortear o curso do século XX — não surpreendeu ninguém.

Contra qualquer chance razoável de sucesso, os marinheiros revolucionários, liderados pelo carismático instigador Matyuchenko, arriscaram suas vidas para tomar posse do encouraçado e pendurar a bandeira vermelha da revolução. Foi o começo de uma perseguição violenta de porto em porto que se estendeu por 11 dias assustadores e passou a simbolizar a própria Revolução Russa.

Permeado de aventura, batalhas navais, sacrifício, traição e vingança e vencedor do United States Maritime Literature Award, O encouraçado Potemkin conta uma história de tirar o fôlego, sobre o mais sangrento motim naval que o mundo já viu.

Serviço
O Encouraçado Potemkin
Neal Bascomb
Tradução: Fernanda Ravagnani
440 páginas - R$ 59,90 (em média)
Editora Objetiva

O pianista no Bordel - Juan Luis Cebrián


Juan Luis Cebrián foi diretor-fundador do El País - o jornal espanhol que começou a circular em 1976, durante a transição do país para a democracia. Nas três décadas que se seguiram à criação do que é hoje o maior jornal da Espanha, Cebrián construiu uma carreira indissoluvelmente ligada à sociedade democrática.

Em O Pianista no Bordel, Juan Luis Cebrián propõe uma coletânea de ensaios sobre o ofício ao qual dedicou toda sua vida: o jornalismo. Reflexões de primeira grandeza alinhadas a relatos sobre a eclosão do jornalismo como um grande instrumento de difusão cultural; a relação da imprensa com a democracia e seu papel de fiador da liberdade de expressão; a encarniçada luta do jornalismo contra o poder político, interessado em transformar informação em propaganda.

Para, ao final, traçar algumas linhas mestras que definam o enfrentamento do desafio iminente do jornalista: vencer um novo tipo de censura que não tem origem em pressões externas, mas na própria sociedade midiática, cujos interesses econômicos nem sempre coincidem com a apuração da verdade e com a livre circulação da informação.

Serviço
O pianista no Bordel
Juan Luis Cebrián
Tradução: Eliana Aguiar
168 páginas - R$ 36,90 (em média)
Editora Objetiva

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Pornopopéia


É difícil dar uma idéia, para quem não estava na área naquele momento, do que significou o lançamento do livrinho “Tanto faz”, de um então recém-balzaquiano Reinaldo Moraes, pela editora Brasiliense em 1981. Para nós, a quem cabia desempenhar o papel de “novíssima geração” do momento, era como se a história do desbunde de um bolsista brasileiro em Paris finalmente introduzisse na literatura brasileira uma sintaxe, um vocabulário, um humor, uma sujeira, uma inteligência e uma falta de modos que atualizavam por aqui, de um golpe só, todo o lado B do século 20, de Knut Hamsun aos Beats. Sim, tínhamos coisas pop como “PanAmérica” de José Agrippino e “Catatau” de Leminski, entre outras, mas “Tanto faz” era diferente. Lia-se sem nenhum tropeço, puro prazer. Não soava como experimentalismo ou como a busca consciente – e inevitavelmente impostada – de uma voz “jovem”. Aquilo parecia natural no cara.

Serviço
Pornopopéia
Reinaldo Moraes
244 páginas - R$ 44,00 (em média)
Editora Objetiva

terça-feira, 29 de setembro de 2009

A africa pela escrita de Theroux

Quase trinta anos depois de reinventar o conceito de "livro de viagem" com a publicação de "O Grande Bazar Ferroviário", Paul Theroux resolveu voltar ao continente africano, onde trabalhara como professor nos anos 1960.

Na lista dos mais vendidos do New York Times, "O Safári da Estrela Negra" é o relato rico e perceptivo de um itinerário que se estende do Cairo à Cidade do Cabo, pelo trajeto do rio Nilo, pelo Sudão e pela Etiópia, pelo Quênia e por Uganda, e termina na ponta da África do Sul. Viajando de trem, canoa, "galinheiro", caminhão de gado, Theroux passou por algumas das paisagens mais bonitas da Terra, e também pelas mais perigosas. Foi uma viagem de descobertas e de nostalgia.

Mais de quarenta anos antes, ele chegara à África para dar aulas no interior do Malaui, como integrante otimista do Corpo da Paz norte-americano. Desta vez, fez uma parada na sua antiga escola, conversou com ex-alunos e visitou amigos africanos de vários países.

Além de reflexões inteligentes sobre a condição de viajante, o livro traz uma discussão estimulante sobre história, geografia, política e sociedade proposta por Theroux, intelectual que não tem medo de sujar as mãos.

Serviço
O Safári da Estrela Negra
Paul Theroux
480 páginas - R$ 50,00 (em média)
Editora Objetiva

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Gutiérrez e uma outra Havana revolucionária

Com o manuscrito do romance O americano tranqüilo na mala, um de seus livros que viriam a se tornar mais famosos, o escritor britânico Graham Greene chega a Havana em julho de 1955 para esclarecer um mistério que envolve seu nome. Na capital da Cuba pré-Fidel, motivado pela curiosidade de escritor, acaba mergulhado num mundo onde convivem artistas pornôs, travestis, agentes do FBI e da KGB, caçadores de nazistas e a máfia italiana de Nova York.

Baseado em fatos reais e com ritmo de romance policial, Nosso GG em Havana recria essa época pouco conhecida da história cubana mais recente. "É uma história cujo objetivo é divertir. Fala da máfia italiana aqui em Cuba, da época do ditador Fulgêncio Batista e da presença do FBI em Havana", explica o autor Pedro Juan Gutiérrez. Aos 56 anos, 26 dos quais dedicados ao jornalismo, o escritor cubano também explora como tema deste romance a força da palavra escrita, a sedução que ela exerce sobre o leitor e o temor que em geral suscita nos poderosos.

Nosso GG em Havana é, ao mesmo tempo, entretenimento e uma divertida reflexão sobre o ofício do escritor. "A filosofia nos romances é como o bitter nos coquetéis. Duas gotas. Três é exagero", diz Gutiérrez com a voz de seu protagonista, Graham Greene. Ou ainda, mais adiante: "Um romance é como um edifício. Não se podem botar portas e janelas em qualquer lugar. É preciso saber qual é o ponto exato em que devem ficar. E qual é o tamanho, o estilo, a cor que devem ter. Como acontece com os edifícios, alguns romances são singulares e perduram e são visitados por milhões de pessoas. Outros são anódinos e vulgares e não atraem ninguém, até que desmoronam com o passar do tempo."

Os leitores das cinco obras anteriores que compõem o seu Ciclo do Centro de Havana encontrarão aqui as marcas registradas da obra do autor, que ficou famoso mundialmente depois de publicar 11 livros em 20 países, com tradução para 18 idiomas, explorando, sempre de forma mordaz e direta, a marginalidade, o sexo e a miséria em Havana.

Este, porém, é apenas o quinto livro de Gutiérrez lançado em Cuba. Antes de ser publicado na terra natal do escritor, Nosso GG em Havana já havia sido lançado na Itália e na Espanha, e comprado depois por uma editora britânica. "Em Cuba, alguns me amam e outros me odeiam", disse o escritor numa entrevista em seu apartamento no bairro de Centro Havana, onde ambienta a maioria de suas histórias. Ele, que prefere não falar de política, acredita que em Cuba só são permitidos os livros "menos provocativos

Após publicar Trilogia suja de Havana, livro que o lançou para a fama, em 1998, a revista estatal Bohemia, para a qual trabalhava, o demitiu. "No jornalismo que se faz em Cuba há zonas silenciosas. De certa forma, essas zonas só ganham espaço quando se escreve um conto ou um romance, mesmo que inconscientemente", diz ele.

OBS: Leia trecho livro
http://www.objetiva.com.br/objetiva/cs/files/images/capas_livros/9788560281435.pdf

Serviço
Nosso GG em Havana
Pedro Juan Gutiérrez
Tradução: Paulina Wacht e Ari Roitman
128 páginas - R$ 29,00 (em média)
Editora Objetiva