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quarta-feira, 19 de maio de 2010

Na estrada - o cinema de Walter Salles - Marcos Strecker


Na Estrada é a primeira obra a trazer uma análise completa dos filmes de Walter Salles e uma biografia do cineasta. O jornalista e crítico Marcos Strecker investiga as motivações artísticas do mais prestigiado diretor brasileiro e como cada filme dialoga com um momento histórico particular do país. Somados, os oito filmes que ele realizou levaram 26 milhões de espectadores ao cinema.

O livro aborda um gênero essencial para o realizador de Central do Brasil e Diários de Motocicleta, os road movies, e apresenta seus projetos, como o filme On The Road, produzido por Francis Ford Coppola e baseado no livro de Jack Kerouac. Discute as influências brasileiras e estrangeiras na obra de Walter Salles e traz uma conversa do diretor com Wim Wenders, em que eles falam também da experiência de fazer cinema nos Estados Unidos.

A edição reúne ainda 18 artigos do diretor brasileiro sobre cinema, artes, política e o cotidiano do país, publicados na Folha de S.Paulo.

Serviço
Na estrada - o cinema de Walter Salles
Marcos Strecker
336 páginas - R$ 49,90 (em média)
Editora Publifolha

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

História dos farrapos


História Ilustrada do Vestuário é uma obra de referência ricamente ilustrada que combina dados históricos com estudos de dois grandes artistas gráficos do século 19: Auguste Racinet e Friederich Hottenroth. Apresentados cronologicamente e divididos por temas, os desenhos acompanham textos de especialistas e trazem ricas informações sobre a história da vestimenta. As ilustrações das silhuetas revelam as variações das formas, modelos e cortes em cada época, e notas chamam a atenção para motivos recorrentes até os dias atuais. Traz ainda um capítulo sobre acessórios e um glossário abrangente.

Serviço
História Ilustrada do vestuário
Organização: Melissa Levington
352 págins - R$ 69,90 (em média)
Editora Publifolha

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Um pouco do outro

Com fatos retrospectivos e atuais, Brumas do Tibete, novo livro da “Série 21” e lançamento da Publifolha, expõe os surpreendentes contrastes entre realidades tibetanas e a imagem criada para a mídia e a opinião pública mundial, por meio século de propaganda, relações públicas, lobby e sutil desinformação.

O livro escrito por Aldo Pereira, colaborador especial da Folha de S.Paulo e que a convite do jornal foi ao Tibete preparar uma reportagem especial, apresenta a atual situação do local além dos principais aspectos de sua cultura e população.

O título tenta substituir a visão idílica que países ocidentais evocam sobre o Tibete como um país remoto, quase miragem de imagens indistintas, vagamente evocativas de um povo enlevado pela espiritualidade destilada em séculos de isolamento.

Para o autor, o livro não tem a pretensão de dissipar por inteiro as curiosidades mundiais sobre o país. “Tibete sempre será um assunto fascinante, misterioso e vasto como os abismos de lá. Espero trazer apenas elementos suficientes para indicar a falsidade essencial da ideia que fazemos dessa terra.”

Brumas do Tibete faz parte da “Série 21”, uma coleção de livros breves, no formato de ensaio, reportagem ou entrevista, que tratam de temas urgentes que definem este início de século. A série conta ainda com os livros A Escalada da Carga Tributária, do jornalista Gustavo Patu, Terror Global, do jornalista Demétrio Magnoli, Humanidades Sem Raças?, do doutor em genética humana Sérgio D. J. Pena, A Formação da Culinária Brasileira, do sociólogo Carlos Alberto Dória, e Eleições 2.0, do diretor de tecnologia Antonio Graeff.

Serviço
Série 21 – Brumas do Tibete
Aldo Pereira
104 páginas - R$ 12,90
Publifolha

O inconsciênte coletivo

Dentre os primeiros exploradores do inconsciente, o suíço Carl Gustav Jung (1875 – 1961) é certamente um dos mais contraditórios. Ao longo de sua vida, Jung experimentou sonhos periódicos e visões com notáveis características mitológicas e religiosas, os quais despertaram o seu interesse por mitos, sonhos e a psicologia da religião.

Para entender as idéias do “lado B” da pscicologia criada por Freud, o 74º volume da coleção Folha Explica, da Publifolha, sintetiza os principais tema da obra de Jung. Esse é o terceiro livro que se empenha em explicar a psicanálise, ao lado de Folha Explica Freud e Folha Explica Lacan.

Considerado, ainda hoje, um místico, confuso e simpatizante do nazismo e bígamo, Jung aliou-se a Freud, separou-se e logo depois criou uma escola própria, ampliada e praticada por muitos ao redor do mundo.

As idéias de Jung trabalham a hipótese de que o Ocidente chegou a um ponto no qual é necessária a retomada da vida interior, preocupação que sempre foi mais elaborada pelo Oriente e que permite a compreensão das mudanças humanas sob o poder das religiões, alguma atividade mísitca ou das filosofias de interesse coletivo.

“Na segunda metade do século 20, cresceu o interesse do Ocidente pelo Oriente. Médicos acupunturistas estão em todas as capitais, existem franquias de cursos de ioga e várias escolas de meditação - os livros de Paulo Coelho exploram temas místicos e vendem como água. Ao mesmo tempo, as idéias de Jung, as religiões e o interesse pela mística ressurgem com força inesperada”, avalia o autor de Folha Explica Jung, Tito R. de A. Cavalcanti.

Apesar de seus interesse pelas religiões, Jung nunca se refere à adesão a alguma religião específica como necessária e nem defende algum tipo de atividade mística. O livro mostra que ele sempre se considerou um cientista e como seus estudos retratam, em si, os fenomênos religiosos como realidades psíquicas.

Serviço
Folha Explica - Jung
Tito R. de A. Cavalcanti
96 páginas - R$ 17,90 (em média)
Publifolha

Para entender um pouco de nós

Melanie Klein (série “Folha Explica”, vol. 76), lançando pela Publifolha, revela as principais idéias de Melanie Kelin (1882-1960). Esse é o quarto livro sobre psicanálise da série, ao lado de Freud, Lacan e Jung.

Os autores e pscicanalistas Elisa Maria de Ulhôa Cintra e Luís Claudio Figueiredo mostram que Melaine Klein foi, depois de Freud, quem mais estudou e contribuiu para que se compreenda o funcionamento psíquico inconsiente e as experiências que desafiam todas as medidas de bom senso. Os principais discípulos de Klein são Wilfred Bion (1897-1979) e Donald Winnicott (1896-1971).

“Melanie Klein ensinou a pôr de lado a razão e o senso de medida para compreender o caráter autônomo e demoníaco das fantasias inconscientes e angústias”, revela o autor Luís Claudio.

Para os autores, a canção “O Que Será”, de Chico Buarque, segue como exemplo para se compreender os estudos de Melanie Klein, pois fala daquilo “que não tem medida nem nunca terá”, as onipotentes e desmedidas paixões – amor, ciúme, vontade de controle e posse, ambição, gula, inveja, raiva, ódio, desejo de morte e destruição – com seu caráter indomável, ilimitado e insaciável. É um mundo de desejos, medos, culpas e angústias fantasmagóricos.

A partir da década de 20 até o fim de sua trajetória, Melanie Klein procurou desvendar a pscanálise infantil e questões cruciais como o desejo e a inveja. Leia um trecho do estudo da autora.

Meu trabalho ensinou-me que o primeiro objeto a ser invejado é o seio nutridor, pois o bebê sente que o seio possui tudo o que ele deseja e que tem um fluxo ilimitado de leite e amor que guarda para sua própria gratificação: assim é [também] o primeiro objeto a ser invejado pela criança...

Serviço
Melanie Klein
Elisa Maria de Ulhôa Cintra e Luís Claudio Mendonça Figueiredo
112 páginas - R$ 17,90 (em média)
Publifolha

Simples escritos sobre Lacan

São Paulo, 26 de setembro de 2007 – “Bastam 10 anos para que o que eu escrevo se torne claro para todos.” Com essas palavras, Jacques-Marie Émile Lacan (1901-81) encerrava, dez anos antes de sua morte, uma rara entrevista dada à televisão francesa.

Autor reconhecidamente difícil, de poucos textos redigidos, Lacan tinha tudo para ser esquecido. No entanto, suas idéias tornaram-se ponto de passagem obrigatória para os interessados na clínica psicanalítica.

O volume 73 da coleção Folha Explica, da Publifolha, sintetiza os principais temas da obra do psicanalista francês, voltando-se para aqueles que querem compreender a filosofia, a teoria social, a política, a estética e a crítica da cultura no início do século 21.

Para o autor Vladimir Safatle, professor do Departamento de Filosofia da Universidade de São Paulo (USP), Lacan pode ser considerado, talvez, o único psicanalista, juntamente com Freud, cuja obra é obrigatória para aqueles com preocupações não se restringem apenas à clínica, mas dizem respeito a um campo amplo de produções socioculturais.

“Não se trata apenas de insistir na relevância de suas posições no debate sobre a clínica psicanalítica nas últimas décadas. E sim, de sublinhar como Lacan também se tornou um interlocutor privilegiado em reflexões contemporâneas, como a teoria social, a política e a cultura”.

Lacan é considerado, por muitos psicanalistas, o último de sua geração a repensar todo o sistema fruediano, tornando-se um dos grandes intérpretes de Freud, especialmente quando considera o inconsciente como uma linguagem. É também conhecido por ter reduzido o tempo de duração das sessões de análise, trazendo a defesa de uns e a reprovação de outros.

Serviço
Folha Explica - Lacan
Vladimir Safatle
96 páginas - R$ 17,90 (em média)
Publifolha

Freud, pequena introdução didática

Por conta das comemorações que se seguem em todos os continentes, celebrando os 150 anos de nascimento do pai da psicanálise, Sigmund Freud, a Publifolha relança o livro Folha Explica Freud, escrito por Luiz Tenório Oliveira Lima.

O livro conta a vida e a obra de Freud e o desenvolvimento da psicanálise. Descreve o trabalho de Freud com Charcot, médico francês que usava hipnotismo para tratar pacientes de histeria, e explica como, a partir de suas pesquisas, descobriu o inconsciente e tentou desvendar seu funcionamento.

A linguagem clara do Folha Explica Freud esmiúça os principais conceitos da psicanálise para estudantes e leitores comuns. O estudo da sexualidade infantil, a formulação do complexo de Édipo, a libido, a neurose, a perversão e o desenvolvimento da psicanálise são mostrados no livro.

Luiz Tenório Oliveira Lima fala como Freud chegou à idéia de mal-estar da civilização após observar a Primeira Guerra. E discute, ainda, a evolução da psicanálise a partir dos discípulos de Freud.

Serviço:
Folha Explica Freud
Luiz Tenório de Oliveira Lima
79 páginas - R$ 17,90 (em média)
Publifolha