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terça-feira, 27 de julho de 2010

Inferno - J.A. Strindberg


Inferno é a quarta obra do sueco J. A. Strindberg publicada pela Editora Hedra, depois de Gente de Hemsö, Senhorita Júlia e Outras Peças e Sagas. Com essa publicação finaliza-se um conjunto que abrange todos os gêneros produzidos pelo autor: teatro, conto, romance e autobiografia; além de seus quadros exibidos em todas as capas.

Inferno foi escrito entre 1896 e 1897 e descreve uma crise psicótica sofrida pelo autor enquanto vivia na Paris do final do século XIX. Concebido num momento de profunda solidão e exílio autoimposto, o livro foi escrito originalmente em francês. Mais do que a narrativa autobiográfica de uma grave crise pessoal, Inferno suscita também uma fascinante discussão sobre os processos de criatividade artística e sua relação com os estados de sanidade ou loucura, sendo por isso considerada a obra chave para entender Strindberg.

Foi graças à narração dessa crise, que também representou um terremoto estético e filosófico para o autor, que se compreende sua incessante busca no sentido de um alargamento dos limites da expressão artística e a sua concepção de subjetividade. Razão e desagregação mental, criação artística e alucinação são vistas como regiões limítrofes e aparentadas, sendo a arte apresentada como uma maneira do ser humano lidar com suas vozes e pulsões interiores, dando-lhes uma configuração possível.

Por tudo isso, Inferno está ao lado de outros grandes relatos que dão forma a toda uma época do pensamento moderno e se coloca com uma peça chave para se compreender a arte e a literatura de nosso tempo.

Serviço:
Inferno
J.A. Strindberg
Tradução: Ivo Barroso
234 páginas - R$ 25,00 (em média)
Editora Hedra

terça-feira, 13 de julho de 2010

Teatro do Êxtase - Fernando Pessoa


Teatro do êxtase reúne cinco peças de Fernando Pessoa, concebidas como poemas dramáticos e destinadas mais à leitura do que à encenação. O marinheiro (1915), único drama publicado em vida, foi incluído no primeiro número da revista Orpheu e figura, juntamente com Fausto, como sua peça mais importante. Definida pelo próprio autor como um “drama estático”, a obra de matriz simbolista apresenta o diálogo entre três mulheres que velam o corpo de uma donzela, sem nenhuma referência histórica.

A morte do príncipe remonta a Hamlet, de Shakespeare. Trata de um príncipe que alcança, através de sua viagem delirante pelos arcanos da própria alma, uma espécie de êxtase visionário, que o leva a afirmar que a única realidade reside no sonho, isto é, não na própria vida, mas no teatro da vida. Diálogo no jardim do palácio guarda referências platônicas, no que diz respeito à reflexão sobre o amor e à dicotomia entre corpo e alma.

Salomé insere-se na rica tradição de leituras do tema bíblico da mulher fatal, ao apresentar o delírio da executora de São João Batista diante de sua cabeça decepada. Sakyamuni, por sua vez, representa a ascensão de Siddhartha Gautama ao estado de iluminação, em que passa a ser reconhecido como Buda. A morte do príncipe, Diálogo no jardim do palácio, Salomé e Sakyamuni são inéditas no Brasil, permaneceram inéditas durante a vida do autor, e passaram a circular apenas no final dos anos 70, na França, e nos anos 80, em Portugal, quando os manuscritos foram reunidos e transcritos.

Serviço:
Teatro do Êxtase
Fernando Pessoa
130 páginas - R$ 18,00 (em média)
Editora Hedra

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Contos clássicos de vampiro - Vários autores


Contos clássicos de vampiro reúne os primeiros e mais importantes textos de ficção tendo o vampiro como personagem literária. Presente em diversas culturas ao longo da história, essa “criatura da noite” sempre refletiu as angústias e temores de sua época, mas foi o caldeirão cultural, étnico e religioso do leste europeu que moldou a figura clássica do vampiro como um cadáver que retorna para se alimentar do sangue dos vivos.

A partir do século XVIII, as diversas narrativas que circulavam na Sérvia e na Hungria chamaram a atenção de artistas e do público dos grandes centros, levando o vampiro para uma nova região que ele logo dominaria: a literatura. Esta coletânea abrange um período de cem anos de histórias de vampiros, desde o fragmento de Byron, passando pelo capítulo inicial de Drácula, suprimido por Bram Stoker, até o inédito “A tumba de Sarah”, de F.G. Loring. O leitor conta nesta edição com as obras seminais no campo da ficção, além de um apêndice com algumas das mais representativas produções literárias sobre o tema, como o fragmento do grego Filóstrato, e os poemas de Ossenfelder, Bürger,Goethe e Coleridge.

Serviço:
Contos clássicos de vampiro
Vários autores
Tradução: Marta Chiarelli
266 páginas - R$ 22,00 (em média)
Editora Hedra

Carmilla - A vampira de Karnstein - Sheridan Le Fanu


Carmilla (1872) exerceu papel chave na elaboração de Drácula (1897), sendo considerada a obra que forneceu a Bram Stoker a ideia e a inspiração para escrever seu romance. Contribuiu com vários elementos que se tornaram convenções da literatura vampírica e ajudou a cristalizar o caráter erótico associado ao vampiro, tão explorado depois da publicação desta novela. Alicerçada na rica tradição folclórica do leste europeu e nas primeiras produções literárias sobre o tema, Carmilla foi uma das novelas góticas mais populares do século XIX e, desde a filmagem, em 1932, de O vampiro, de Carl Th. Dreyer, vem sendo objeto frequente de adaptações para o cinema, superada apenas por Drácula em número de filmes.

Serviço:
Carmilla - A vampira de Karnstein
Sheridan Le Fanu
Tradução: José Roberto O'Shea
156 páginas - R$ 18,00 (em média)
Editora Hedra

quinta-feira, 8 de julho de 2010

5 Kinolivros - Mariana Zanetti


Os Kinolivros são pequenos “flipbooks”, livrinhos animados que quando passamos rapidamente suas páginas vemos um filme, uma animação. O nome “Kinolivro”, que dá título a toda a coleção da autora, foi inspirado no termo “kino”, que significa cinema em russo, fazendo referência ao cinema construtivista da Rússia, que tinha forte preocupação formal e buscava uma inovação estética com uma linguagem muito próxima das artes gráficas. Os livros tratam de temas simples, por sua própria natureza, e funcionam como filmes de poucos segundos. Todos foram feitos com carimbos de borracha.

Lá vai o trem foi o primeiro dos Kinolivros. Feito há dois anos, sem editora, e vendido independentemente, mostra um trem à vapor passando em uma paisagem fixa. Em sua carga estão estrelas, uma bicicleta e um leão, que pisca no final. Nessa nova versão, a capa é colorida e o livro ganhou um mini poema, como todos os outros da coleção.

Serviço:
5 Kinolivros
Mariana Zanetti
85 páginas - R$ 30,00 (em média)
Editora Hedra

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Pensamento político de Maquiavel - Fichte


Pensamento político de Maquiavel (Ueber Machiavelli als Schriftsteller; und Stellen aus seinen Schriften, 1807) foi publicado originalmente na revista alemã Vesta. Nele, Fichte intenta arrancar a obra de Maquiavel das interpretações correntes, que reconheciam no autor florentino o exemplo do pensador oportunista que escreve para angariar os favores de seu monarca. Ao contrário, segundo Fichte, a importância do pensamento político de Maquiavel está justamente em não ser apenas mais um modelo transcendental ou ideal de governo como tantos outros, que pouco tem a ver com a realidade, e sim a sabedoria prática resultante da atividade de um homem público em meio aos conflitos políticos de sua época.

Serviço:
Pensamento político de Maquiavel
Johann Gottlieb Fichte
Tradução: Rubens Rodrigues Torres Filho
88 páginas - R$ 16,00 (em média)
Editora Hedra

terça-feira, 1 de junho de 2010

Ode Sobre a Melancolia e Outros Poemas - John Keats


Com a publicação de Ode sobre a melancolia e outros poemas de Keats, e os já publicados Poemas de Byron e Ode ao Vento Oeste e outros poemas de Shelley, os três com a tradução do poeta Péricles Eugênio da Silva Ramos, a editora Hedra fecha sua trilogia romântica inglesa. Temas como a boemia e a diversão são constantes nos poemas de Keats, que sustentam uma volta ao eu como espírito vibrante, uma identificação com a Grécia e um mundo mais completo. O livro reúne, além das “Odes de 1819”, 20 poemas que transitam entre os mais importantes sonetos do poeta até trechos de duas de suas grandes obras: “Hiperíon” e Endimião. Em edição bilíngue, a publicação apresenta notas históricas e parafrásticas, além de observações sobre a tradução.

John Keats (1795–1821) é um dos maiores poetas românticos ingleses, figurando ao lado de P. B. Shelley e Byron. Filho de uma família modesta, estudou no Clarke’s School, escola de tendência liberal, dos 7 aos 14 anos, quando perde os pais. Aos 16 anos, torna-se aprendiz de cirurgião por influência de seu tutor, Richard Abbey, e passa a demonstrar gosto pela poesia inglesa e pela mitologia greco-latina, período no qual conclui a tradução da Eneida, de Virgílio. Em 1816, começa a estudar medicina no Guy’s Hospital (Londres), mas desiste da carreira por falta de vocação e, sobretudo, para se dedicar à poesia. Neste mesmo ano tem publicado seu primeiro poema, o soneto “O solitude!”, no famoso periódico Examiner, e a despeito do entusiasmo inicial, recebe duras críticas. Como os demais românticos, Keats perseguiu em sua obra a manifestação concreta do sublime, como a urna grega e o rouxinol, presentes em suas odes, o que exemplificou no célebre verso de Endimião, “ thing of beauty is a joy for ever” (Tudo que é belo é A uma alegria para sempre). Keats atinge o auge de sua atividade poética, quando publica em 1819 seis odes, a saber, “Ode sobre uma urna grega”, “Ode a um rouxinol”, “Ode a Psiquê”, ode “Ao outono”, “Ode sobre a melancolia” e “Ode sobre a indolência”. Morre de tuberculose em Roma, aos 25 anos.

Serviço:
Ode Sobre a Melancolia e Outros Poemas
John Keats
Tradução: Péricles Eugênio da Silva Ramos
154 páginas - R$ 15,00 (em média)
Editora Hedra

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Flor do deserto - Waris Dirie


Waris Dirie, nascida numa família nômade no deserto da Somália, sofreu mutilação genital como muitas garotas de sua tribo. Para fugir de um casamento não desejado, atravessa a pé o deserto africano até chegar à capital, Mogadíscio, e daí a Londres. Apesar de ter uma vida inicialmente acidentada, Waris, já em Londres, se tornaria modelo de projeção internacional, chegando inclusive a estrelar um filme de James Bond.

Serviço
Flor do deserto
Waris Dirie e Cathleen Miller
Tradução: Ricardo Lísias
256 páginas - R$ 38,00 (em média)
Editora Hedra

sábado, 24 de abril de 2010

Poemas da Cabana Montanhesa - Saigyo


Poemas da cabana montanhesa é a primeira antologia de Saigyō em português e reúne 135poemas medievais japoneses. A antologia original continha 1571 composições em sua primeira compilação. Todos os poemas são tankas, forma poética tradicional japonesa composta por cinco versos que totalizam 31 sílabas. O primeiro e o terceiro versos devem ter cinco sílabas e o segundo, o quarto e o quinto sete. Os temas são contemplativos em sua maior parte, por terem sido compostos durante as viagens que o poeta realizou aos lugares sagrados do Japão. Também comparecem como assuntos o abandono do mundo e a dificuldade de desapegar-se às paixões, o pensamento budista, a admiração pela natureza. Os poemas de Saigyō buscam a simplicidade e admitem a abordagem de cenas cotidianas e objetos corriqueiros, segundo a ideia de que nenhum objeto é tão simplório ou tão sublime que não possa ser tratado poeticamente. As ilustrações são sumiês, um tipo de pintura japonesa, feitas por Tova Cohen, esposa do tradutor. Uma introdução bastante extensa situa muito bem o período histórico do poeta.

Saigyō (1118–1190), cujo nome de batismo é Satō Norikiyo, nasceu em uma família de samurais. Quando jovem segue a carreira militar, mas aos 23 anos, em 1141, abandona a vida na corte e torna-se monge. Recusa seu nome secular, Norikiyo, e tenta vários nomes budistas antes de, finalmente, se fixar como Saigyō. Inicialmente, é treinado no quietismo da seita Tendai e, mais tarde, passa para a de Jōdo. Leva a vida viajando – alternando longos períodos de autoprivação intencional em selecionados sítios isolados nas montanhas para a prática de austeridades budistas, com três prolongadas peregrinações a áreas muito remotas, e com outras viagens mais curtas e retornos ocasionais à capital Quioto, para participar de cerimônias imperiais. Em 1147, começa seu primeiro grande empreendimento – a longa viagem ao extremo norte do país. Em 1168, agora com 51 anos de idade, sai para sua segunda peregrinação, desta vez à ilha Shikoku. Consta ter vivido períodos em Ise, o mais sagrado sítio do xintó, e em Yoshino, próximo ao monte Kōya.

Nissim Cohen (Istambul, 1930 – Jacareí, 2009) viveu parte de sua vida em Israel, onde se formou em Engenharia. Em 1958, após haver participado de duas guerras, emigrou para o Brasil. Conheceu o budismo nos Estados Unidos nos anos 1970 aplicando-se, posteriormente, tanto ao aprendizado como à instrução e à orientação do budismo, e também à meditação. Traduziu e escreveu diversas obras sobre o tema. Faleceu em 2009, após prolongada doença, sempre encarando a vida e sua situação com a melhor ótica budista.

Serviço
Poemas da Cabana Montanhesa
Saigyo
Organizaçãoe Tradução: Nissin Cohen
1587 páginas - R$ 18,00 (em média)
Editoa Hedra

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Correspondência - Goethe e Schiller


Correspondência reúne 136 cartas trocadas entre Johann Wolfgang von Goethe (Frankfurt am Main, 1749 – Weimar, 1832) e Johann Christoph Friedrich von Schiller (Marbach am Neckar, 1759 – Weimar, 1805) de 1794 a 1803, além de um ensaio escrito em colaboração pelos dois autores, “Sobre literatura épica e dramática”. Nestas cartas, está registrada a convivência entre dois escritores seminais da literatura moderna, cada um atuando para o outro como um tipo muito raro de interlocutor. Os anos que a correspondência recobre são os mesmos que veem surgir ou em que são formuladas obras fundamentais, como o Fausto, Os anos de aprendizado de Wilhelm Meister e a Teoria da cores, de Goethe, e Poesia ingênua e sentimental e Wallenstein, de Schiller. Além das obras particulares, esta seleção de cartas inclui debates importantes sobre Aristóteles, sobre os gêneros épico e dramático e sobre a proeminência do drama em relação à lírica. Também aparecem cenas mais circunstanciais da vida literária, como as polêmicas ou os encontros, que incluem escritores como Madame de Stäel e Hölderlin.

Serviço
Correspondência - Goethe e Schiller
Johann Wolfgang von Goethe e Johann Friedricha von Schiller
Tradução: claudia Cavalcanti
248 páginas - R$ 24,00 (em média)
Editora Hedra

segunda-feira, 8 de março de 2010

Senhorita Júlia e Outras Peças - August Strindberg


Senhorita Júlia e outras peças reúne três peças do período de produção naturalista de Strindberg, escritas entre 1887 e 1889: Senhorita Júlia, O pai e Credores, esta última inédita em português. Embora às voltas com um público ávido por comédias e farsas, o romancista, contista e dramaturgo sueco preferiu buscar inspiração para suas peças nas tragédias da vida cotidiana, certo de que o prazer associado ao teatro não estava no riso fácil ou em tiradas levianas, mas na revelação de verdades mais profundas sobre a condição humana. Neste conjunto de peças, o tom é dado pelo eterno conflito entre os sexos e a luta desesperada pelo poder, manifesta seja na autoridade paterna, seja na ascensão social ou ainda na vingança. Em linguagem clara e pungente, Strindberg põe a nu os aspectos mais sórdidos da natureza humana. As peças deste volume foram traduzidas diretamente do sueco com ênfase na fluência e na naturalidade do texto, de modo a facilitar sua montagem cênica.

Serviço
Senhorita Júlia e Outras Peças
August Strindberg
Tradução: Guilherme da Silva Braga
212 páginas - R$ 21,00 (em média)
Editora Hedra

Gente de Hemsö - August Strindberg


Gente de Hemsö é considerado uma das obras-primas de August Strindberg. Escrito em sua maior parte quando o autor se encontrava no exílio autoimposto, foi publicado pela primeira vez em 1887, pela editora Bonniers, de Estocolmo. Estrondoso sucesso desde sua aparição, este romance foi concebido, nas palavras do próprio Strindberg, para reconquistar seu público depois de uma fase marcada pela polêmica e pelo ostracismo literário. A obra traça um quadro da natureza física e humana dos arquipélagos suecos, berço cultural da Suécia: poucos escritos são tão característicos daquele país escandinavo. Fino retrato psicológico de diversas personagens cativantes, Gente de Hemsö alia humor e lirismo, ocupando um lugar ímpar em meio à obra posterior de Strindberg, carregada de tensões e conflitos psicológicos. Adaptado para teatro, cinema e TV, traduzido para diversos idiomas, este romance permanece até hoje como uma das obras mais queridas do povo sueco. Primeira tradução integral para o português, direta do sueco, esta edição recupera as partes expurgadas na primeira edição e contou com o valioso auxílio do professor Per Stam, diretor do Projeto Strindberg, mantido pela Universidade de Estocolmo, e responsável pela nova edição integral da obra completa de Strindberg na Suécia.

Serviço
Gente de Hemsö
August Strindberg
Tradução: Carlos Rabelo e Leon Rabelo
204 páginas - R$ 21,00 (em média)
Editora Hedra

terça-feira, 2 de março de 2010

A voz dos Botequins - Paul Verlaine


É uma reedição, pela editora Hedra, do conteúdo da obra originalmente denominada Paralelamente a Paul Verlaine, (1944). O livro conta com introdução do poeta Marcelo Tápia, diretor do Museu Casa Guilherme de Almeida.

Essa aguardada reedição das traduções de poemas de Paul Verlaine, realizadas por Guilherme de Almeida, será lançada durante o recital de final de ano do Museu Casa Guilherme de Almeida, dia 19 de dezembro, sábado, a partir das 19h30, na Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura.

RECITAL: PAUL GUILHERME VERLAINE DE ALMEIDA – Poemas que celebram a vida, o amor e a cidade, apresentados por convidados e alunos dos cursos promovidos pelo Centro de Estudo e Tradução Literária da Casa Guilherme de Almeida. O recital terá como atração principal os poemas e as traduções de Guilherme, além de parcerias musicais do Poeta. Na abertura, serão apresentados poemas do escritor Mafra Carbonieri, lidos em português pelo autor, e em italiano pela tradutora Aurora Fornoni Bernardini, que os traduziu.

LE BRUIT DES CABARETS ( PAUL VERLAINE )

Le bruit des cabarets, la fange des trottoirs,
Les platanes déchus s´effeuillant dans l´air noir,
L´omnibus, ouragan de ferraille et de boues,
Qui grince, mal assis entre ses quatre roues,
Et roule ses yeux verts et rouges lentement,
Les ouvriers allant au club tout en fumant
Leur brûle-gueule au nez des agents de police,
Toits qui dégouttent, murs suintants, pavé qui glisse,
Bitume défoncé, ruisseaux comblant l´égout,
Voilà ma route – avec le paradis au bout.

A VOZ DOS BOTEQUINS ( Tradução de GUILHERME DE ALMEIDA )

A voz dos botequins, a lama das sarjetas,
Os plátanos largando no ar as folhas pretas,
O ônibus, furacão de ferragens e lodo,
Que entre as rodas se empina e desengonça todo,
Lentamente o olhar verde e vermelho rodando,
Operários que vão para o grêmio fumando
Cachimbo sob o olhar de agentes de polícia,
Paredes e beirais transpirando imundícia,
A enxurrada entupindo o esgoto, o asfalto liso,
Eis meu caminho – mas no fim há um paraíso.

Serviço
A voz dos Botequins
Paul Verlaine
106 páginas - R$ 15,00 (em média)
Editora Hedra

sábado, 2 de janeiro de 2010

A voz dos botequins


É uma reedição, pela editora Hedra, do conteúdo da obra originalmente denominada Paralelamente a Paul Verlaine, (1944). O livro conta com introdução do poeta Marcelo Tápia, diretor do Museu Casa Guilherme de Almeida.

Essa aguardada reedição das traduções de poemas de Paul Verlaine, realizadas por Guilherme de Almeida, será lançada durante o recital de final de ano do Museu Casa Guilherme de Almeida, dia 19 de dezembro, sábado, a partir das 19h30, na Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura.

Serviço
A voz dos Botequins e outros poemas
Paul Verlaine
Tradução: Guilherme de Almeida
Editora Hedra

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Borges em grande estilo


Sobre os sonhos e outros diálogos reúne os diálogos entre Jorge Luis Borges e o poeta e jornalista argentino Osvaldo Ferrari, originalmente transmitidos pelo rádio, e mais tarde publicados no jornal Tiempo argentino. Ao todo são noventa diálogos travados em 1984 e 1985, divididos nesta edição em três volumes: Sobre os sonhos, Sobre a filosofia e Sobre a amizade, em que o autor repassa sua obra, suas preferências literárias, sua vida entre os amigos de Buenos Aires e a Europa, e os assuntos que lhe foram caros por toda a vida, uma espécie de testamento literário, compreendendo as fixações finais de sua imaginação. Neste volume encontra-se o diálogo intitulado "A ordem e o tempo", dois temas que comparecem prodigamente na ficção de Borges; "Conrad, Melville e o mar", em que Borges observa que há escritores que foram capazes de sentir o mar de uma forma cabal sem nunca tê-lo visto. Também em um deles trata de Henry James e do conflito entre o mundo americano em que nasce e a Europa que deseja e adota; fala também aqui de sua admiração pelo gênero cinematográfico western que ele julga ressuscitar a ênfase épica, ou de sua relação com a obra de Dante Alighieri.

Serviço
Sobre o Sonho e outros Diálogos
Jorge Luis Borges e Osvaldo Ferrari
Tradução: John O'Kuingttons
248 páginas - R$ 20,00 (em média)
Editora Hedra

Borges e a Filosofia


Sobre a filosofia e outros diálogos reúne os diálogos entre Jorge Luis Borges e o poeta e jornalista argentino, Osvaldo Ferrari, que foram originalmente transmitidos pelo rádio, e mais tarde publicados no jornal Tiempo argentino. Ao todo são noventa diálogos travados em 1984 e 1985, divididos nesta edição em três volumes: Sobre os sonhos, Sobre a filosofia e Sobre a amizade, em que o autor argentino repassa sua obra, suas preferências literárias, sua vida entre os amigos de Buenos Aires e a Europa, e os assuntos que lhe foram caros por toda a vida, uma espécie de testamento literário, compreendendo as fixações finais de sua imaginação. Dentre os escritores que Borges comenta nesse volume contam-se Kipling, Flaubert e Virginia Woolf; discorre sobre temas como a memória, a ética e a cultura, sobre países que visitou como o Japão e o Uruguai e sobre temas tão interessantes quanto a mitologia escandinava e as epopeias anglo-saxãs, além de assuntos sempre recorrentes como os livros e as bibliotecas, e também sobre gêneros literários que praticou com afinco, como os prólogos e os próprios diálogos, de que estes aqui reunidos são um exemplo.

Serviço
Sobre a Filosofia e Outros Diálogos
Jorge Luis Borges e Osvaldo Ferrari
Tradução: John O'Kuingttons
251 páginas - R$ 20,00 (em média)
Editora Hedra

Borgem e seus diálogos


Sobre a amizade e outros diálogos reúne os diálogos entre Jorge Luis Borges e o poeta e jornalista argentino, Osvaldo Ferrari que foram originalmente transmitidos pelo rádio, e mais tarde publicados no jornal Tiempo argentino. Ao todo são noventa diálogos travados em 1984 e 1985, divididos nesta edição em três volumes: Sobre os sonhos, Sobre a filosofia e Sobre a amizade, em que o autor repassa sua obra, suas preferências literárias, sua vida entre os amigos de Buenos Aires e a Europa, e os assuntos que lhe foram caros por toda a vida, uma espécie de testamento literário, compreendendo as fixações finais de sua imaginação. Ao comentar a chegada do homem à lua, Jorge Luis Borges lembra que sentira uma infinita alegria, uma alegria sem nações ou ideologias, genuína e oceânica, e acrescenta que dois grandes escritores, Júlio Verne e H.G. Wells, embora escrevessem ficção científica, não puderam jamais acreditar que esse feito se realizaria. O escritor argentino conta que por causa de seu entusiasmo com o feito foi procurado por um adido cultural da embaixada soviética e que este lhe confidenciara que, muito além das corridas nacionais, aquela tinha sido a noite mais feliz da vida dele. É deste modo que Borges tece sua conversa infinita, indo de sua memória mais pessoal à referência literária e retornando a sua própria experiência histórica e criativa. Nesse conjunto de conversas, o leitor encontrará, dentre outros temas, discussões acerca de Edgar Alan Poe, a França e os escritores russos Tolstói e Dostoiévski.

Serviço
Sobre a Amizade e Outros Diálogos
Jorge Luis Borges e Osvaldo Ferrari
Tradução: John O'Kuingttons
230 páginas - R$ 20,00 (em média)
Editora Hedra

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Heine e o Rabi


O Rabi de Bacherach é situado no final do século XV, e foi concebido inicialmente como projeto de romance histórico, no início de 1824, durante um período de bastante contato com a história e a cultura do povo judeu. O ensejo imediato para a narrativa foi a sua intenção de contrapor-se à escalada de antissemitismo que se manifestava então na Alemanha e promover intercâmbio e o diálogo entre as culturas alemã e judaica. O caráter fragmentário da obra constitui expressivo exemplo da arte narrativa de Heine e é o documento mais elucidativo de sua flutuante relação com o judaísmo. Os três textos publicados como apêndice enfocam a questão do fanatismo religioso e foram extraídos do volume Lutetia, em que Heine enfeixou 61 artigos escritos em Paris entre fevereiro de 1840 e maio de 1844, bem como quatro artigos dos anos 1843 a 1846. Esse volume, que constitui verdadeira obra-prima da prosa jornalística, foi publicado em alemão em 1854, com o subtítulo Relatos sobre arte, política e vida social, que recebeu, poucos meses depois, uma edição francesa [Lutèce. Lettressur la Vie politique, artistique et sociale en France], para a qual Heine escreve o célebre prefácio em que comenta o advento do comunismo.

Serviço
O rabi de Bacherach
Heinrich Heine
127 páginas - R$ 14,00 (em média)
Editora Hedra

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Mallarmé e Melville



Os livros da Hedra, tem se diferenciado no mercado por conta do cuidado de suas publicações. Embora, sejam livros de bolso e, em uma primeira avaliação isso os torne 'menores' frente àqueles impressos em tamanho tradicionais, essa avaliação não tem nenhuma fundamento. As edições da Hedra, como podemos comprovar por estes dois exemplares, seguem um belo padrão grafico que torna atrativos os títulos e auxilia na leitura; as traduções são bem apuradas e os títulos da coleção muito bem escolhidos.

No livro, Contos Indianos, há quatro narrativas fantásticas ("O retrato encantado", "A falsa velha", "O morto vivo" e "Nala e Damayanti") rearranjadas em 1893 por Stéphane Mallarmé, inspiradas no volume Contes et légendes de L'Inde anceienne (1878), organizado e traduzido por Mary Summer, que levou aos franceses as narrativas mais tradicionais da Índia, como o Mahabharata.

Já em Hawthorne e seus musgos aparece em 17 e 24 de agosto de 1850 no The Literary World, prestigiado periódico da época. Trata-se de um ensaio sobre The Mosses from an Old Manse [Os musgos de um velho presbitério], livro de contos de Nathaniel Hawthorne. Através de uma análise profunda e apaixonada dessa obra, Melville expõe suas ideias fulgurantes a respeito da literatura, defendendo ardorosamente uma literatura americana autônoma e original, livre de sua dependência da tradição inglesa.

Estes títulos tratam de temas e assuntos diversos. São de épocas, sociedades e geografias diferentes, mas ambos revelam um pouco dos meandros que envolvem a vida do homem em seu contexto atemporal.

Serviço
Contos Indianos
Stéphane Mallarmé
Tradutor: Dorothée de Bruchard
112 páginas - R$ 15,00 (em média)
Editora Hedra

Hawthorne e seus musgos
Herman Melville
Tradutor: Luiz Roberto Takayama
128 páginas - R$ 17,00 (em média)

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Malatesta e Lovecraft


A editora Hedra, tem seguido em suas publicações um layout arejado e diferenciado, que torna atrativo suas obras e ressalta o textos dos grandes escritores que compõe o hall da editora. Nestas duas edições podemos acompanhar não só os seus belos textos mas este projeto gráfico, um dos grandes diferenciais que tem firmado a Hedra no mercado editorial.

O Chamado de Cthulhu reúne desde as primeiras produções de Lovecraft, como “Dagon”, até obras escritas logo antes de sua morte, como “O assombro das trevas”. Traz ainda o grande clássico “O chamado de Cthulhu” e o inédito “A música de Erich Zann”, considerado pelo autor um de seus melhores escritos. O volume é um desconcertante passeio pelo universo macabro de um dos grandes mestres do horror.

Entre camponeses reúne dois importantes textos do autor, publicados originalmente em um período em que anarquistas rompem com outros grupos socialistas por discordarem da eficácia da participação na vida parlamentar através de partidos políticos, e procuram formular estratégias coerentes com uma ação federalista, comuns a duas tendências anarquistas: comunistas e coletivistas.

Entre camponeses (1883), obra didática destinada ao trabalhador rural como agente legítimo da revolução, trata dos principais fundamentos que deveriam capacitar os revolucionários do campo em sua luta local, e portanto federativa. Período eleitoral (1897), por outro lado, discorre sobre os aspectos da tática abstencionista dos libertários, e contra a participação parlamentar, partidária e representativa proposta pela social democracia.

Serviço
O chamado de Cthulhu e outros contos
H.P. Lovecraft
Tradutor: Guilherme da Silva Braga
160 páginas - R$ 17,00 (em média)
Editora: Hedra

Entre camponeses
Errico Malatesta
Tradutor: Plínio Augusto Coêlho
112 páginas - R$ 10,00 (em média)
Editora: Hedra