Mostrando postagens com marcador Editora Perspectiva. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Editora Perspectiva. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Manoel de Oliveira: uma presença - Renata Soares Junqueira


Manoel de Oliveira é um caso prodigioso da arte portuguesa contemporânea. Desde logo, pela extensão e importância do seu trabalho cinematográfico, que começa em 1931cultivando o cinema de vanguarda, continua em 1942 inventando o neorrealista, regressa em 1971 propondo uma espécie de nouvelle vague, e, sobretudo, a partir de 1978 e do grande Amor de Perdição, realizando dezenas de longas-metragens com uma qualidade de inovação que foi merecendo um progressivo reconhecimento internacional.

O seu princípio mais importante talvez seja o de tratar a vida como teatro, no sentido em que a vida é já representação, e nada pode existir sem os elementos convencionais que lhe dão sentido: se com o teatro se acede à realidade, sem ele fica-se reduzido à natureza. Portanto, o teatro torna-se a verdade do cinema. Manoel de Oliveira propõe formas de representação que exibem as convenções da representação, expondo a artificialidade que faz parte íntima da experiência humana –e criando assim uma arte constantemente surpreendente.

Serviço:
Manoel de Oliveira: uma presença
Renata Soares Junqueira
288 páginas - R$ 42,00 (em média)
Editora Perspectiva

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Dias em Trujillo - Ruy Coelho


Trata-se de um notável diário de campo, na verdade um registro etnográfico, uma análise psicológica plena de considerações literárias referentes aos Caraíbas Negros de Honduras, que, ao lado de seu interesse científico e humano, proporciona a medida e o perfil de seu autor, um homem de sensibilidade ímpar e saber universal.

Serviço:
Dias em Trujillo
Ruy Coelho
R$ 38,00 (em média)
Editora Perspectiva

segunda-feira, 8 de março de 2010

Os nomes do Ódio - Roberto Romano


Em Os Nomes do Ódio, Roberto Romano sai mais uma vez a campo, com o desassombro que o tornou um dos mais empenhados combatentes pelas causas da razão, da ética na política e dos direitos humanos na atualidade brasileira. Para denunciar e enfrentar as diferentes formas de racismo, inclusive em sua metástase antissemita, que vem se insinuando e até reaparecendo abertamente em suas formas neonazistas e no pragmatismo despudorado para negar e, se possível, levar aos campos de extermínio os valores do humanismo e da democracia que se acham constantemente sob sua mira a pretexto de supostas “realidades” étnicas, sociais, políticas, morais, artísticas e culturais. Trata-se, pois, neste livro, de um conjunto de penetrantes análises a respeito dos meios e das máscaras insidiosas com que o autoritarismo político, as ideologias excludentes, o dogmatismo religioso e o fanatismo fundamentalista, não poucas vezes servindo-se do poder de infiltração e difusão da comunicação de massa, procuram arrebatar consciências inexperientes e incitar conflitos em nome de pretensos pleitos de estratos, grupos, coletividades e estados, que na verdade apenas semeiam o dissídio, em detrimento daquilo que cada homem e todos os homens têm de mais universal na sua condição de integrantes da humanidade.

Serviço
Os nomes do Ódio
Roberto Romano
144 páginas - R$ 20,00 (em média)
Editora Perspectiva

quarta-feira, 3 de março de 2010

Espaço (Meta)Vernacular na Cidade Contemporânea - Marisa Barda

Até que ponto o novo pode apagar a história?
Uma das questões mais discutidas nos debates que envolvem o espaço urbano instituído ou a instituir-se trata do patrimônio representado pelos ambientes que trazem em sua constituição – ou destituição – elementos exemplares da formação de uma identidade urbana. A importância dos monumentos, a pertinência do ambiente físico como valor para uma sociedade e uma nação, a noção de conservação, a relação entre história e contemporaneidade são fatores que agitam as novas teorias urbanísticas e permeiam as ações públicas nas novas e velhas cidades. Em Espaço (Meta)Vernacular na Cidade Contemporânea, Marisa Barda, mestre em História e Fundamentos da Arquitetura, com vasta experiência em restauração e conservação urbanas, discute o tema com notável profundidade analítica. Examinando as principais fontes de argumentação, ela nos conduz à ideia de que a cidade, como a cultura, não sobrevive sem o registro e a preservação de sua memória, que, por sua vez, está longe de se fazer representar apenas por seus marcos, mas que o essencial é preservar os vetores de formação e os lugares – edificados ou não – que sintetizam e caracterizam aquela comunidade, de modo a manter uma conexão íntima entre o cidadão e seu lugar no mundo.

Serviço
Espaço (Meta)Vernacular na Cidade Contemporânea
Marisa Barda
168 páginas - R$ 35,00 (em média)
Editora Perspectiva

As ilhas - Jean Grenier


As grandes revelações que um homem recebe em sua vida são muito raras, uma ou duas, no mais das vezes. Mas elas transfiguram, como a sorte. Ao ser apaixonado por viver e por conhecer, este livro oferece, eu o sei, ao correr de suas páginas, uma revelação semelhante. É tempo que novos leitores cheguem a ele. Eu gostaria de estar ainda entre eles, eu gostaria de voltar a essa noite em que, depois de ter aberto este pequeno volume na rua, o fechasse nas primeiras linhas que tenha lido, o apertasse contra mim e corresse até o meu quarto para devorá-lo, enfim, sem testemunhas. E eu invejo, sem amargura, eu invejo, se ouso dizer, com calor, o jovem desconhecido que, hoje, aborda estas Ilhas pela primeira vez…

ALBERT CAMUS


Serviço
As ilhas
Jean Grenier
Tradução: Aimeé Amaro de Lolio
176 páginas - R$ 38,00 (em média)
Editora Perspectiva

Inquisição: Prisioneiros do Brasil - Anita Waingort Novinsky


Foram levados do Brasil 1076 prisioneiros para os cárceres da Inquisição em Portugal, durante a época colonial, porque sentiam e pensavam “diferente”. Judaísmo, luteranismo, islamismo, assim como feitiçaria, sodomia, bigamia, proposições heréticas e blasfêmias, eram considerados crimes e punidos com degradação moral, exílio, confisco, cárcere perpétuo ou morte na fogueira. Como a sobrevivência do Tribunal dependia do confisco, o moloch inquisitorial clamava por mais oferendas, recriando as heresias sempre que arrefeciam. • A Inquisição foi sobretudo uma instituição racista, que discriminava e excluía, por lei, os descendentes de judeus, árabes, ciganos, negros e mulatos, até onde a memória podia chegar. A esta imposição forçada de crença e pensamento, os diversos grupos étnicos responderam com uma contestação clandestina, recusando os dogmas, semeando a livre crítica e perpetuando seus costumes ancestrais. • A este mundo subterrâneo e clandestino luso-brasileiro levam as fontes que são aqui apresentadas, em Inquisição: Prisioneiros dos Brasil, da renomada historiadora e pesquisadora Anita Waingort Novinsky, e que descortinam “outra” história do Brasil, ainda oculta e em grande parte inexplorada.

Serviço
Inquisição: Prisioneiros do Brasil
Séculos XVI a XIX
Anita Waingort Novinsky
248 páginas - R$ 65,00 (em média)
Editora Perspectiva

Música e meditação Tecnológica - Fernando Iazzetta


A música contemporânea foi visceralmente marcada pela tecnologia. A invenção do fonógrafo, em 1877, exigiu uma remodelação radical em toda a rede de relações existente nos processos de criação e recepção estabelecidos até então. Nesse movimento, a escuta passou a ser o foco desse novo fazer musical. Na segunda metade do século XX, porém, o desenvolvimento das tecnologias eletroeletrônicas gerou um novo ciclo de transformações, permitindo, por exemplo, a criação de músicas sem notas e de performances musicais sem instrumentistas. Assim, a criação musical retoma seu predomínio, balizada pelo poder de inventividade que os novos meios lhe proporcionam. Ocorre, então, a instrumentalização da escuta e da criação musicais, que passam a ser mediadas por um número crescente de aparatos de operadores eletrônicos. Com base nesses dois paradigmas, Fernando Iazzetta desenvolve, em Música e Mediação Tecnológica, um levantamento minucioso dos instrumentos, das técnicas, das formas de composição e de suas resultantes artísticas e estéticas que geram um novo espaço, cuja exploração, criativa e auditiva como obra musical, apenas começa a ser realizada pelo que se poderia chamar de uma nova musicalidade.

Serviço
Música e meditação Tecnológica
Fernando Iazzetta
232 páginas - R$ 62,00 (em média)
Editora Perspectiva

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Memória e Cinzas - Edelyn Schweidson



Em um momento em que o Brasil reivindica um papel protagônico na política e nas instituições internacionais que corresponda ao seu justo lugar no concerto das nações e a sua crescente relevância nas relações dos países dos vários continentes com este país-continente, e que, para tanto, se propõe a dialogar com todas elas, inclusive com aquelas que se opõem frontalmente à sua índole democrática no plano político, religioso e étnico, parece mais do que oportuno indagar o que pensa o mundo intelectual brasileiro de temas e chagas que estão na ordem do dia e obsedam os espíritos, ainda hoje, decorridos sessenta anos da Segunda Guerra Mundial, como é o Holocausto – o extermínio de milhões de seres humanos pela fúria assassina do nazifascismo. Esta é a atualidade do simpósio que Edelyn Schweidson organizou no Rio de Janeiro e que agora a editora Perspectiva publica sob o título de Memória e Cinzas.

Não será exagero dizer que a palavra e o debate de professores, escritores, jornalistas e psicanalistas como Sergio Paulo Rouanet, Márcio Seligmann-Silva, Fabio Landa, Renato Lessa, Paulo Blank, Marylink Kupferberg, Eduardo Vidal, refletem a reação de uma camada formadora de opinião em nosso contexto, diante desses horrendos episódios que, como em tantas outras carnificinas assinaladas na história, marcaram a supostamente adiantadíssima, humaníssima e inteligentíssima era contemporânea.

Ainda que não haja nenhuma pretensão de refletir uma unanimidade, e já dizia o velho sábio que toda unanimidade é burra, as análises aqui presentes sugerem, antes de mais nada, “que os filhotes infernais, pit bulls de um novo Holocausto, já deram início à sua temporada de caça”, como tão brilhantemente lembrou Sergio Paulo Rouanet. Mais que uma advertência, o que o leitor encontrará aqui serão as malhas finas de percepções que vão ao vivo dos fatos, dos processos e da memória do que foi a Schoá. Os oradores-ensaístas não se debruçam apenas, ao modo de Jó, sobre este passado inenarrável, mas atentam para o que permaneceu incandescente, sob as cinzas da insanidade devastadora em que seres humanos enjaularam, classificaram e exterminaram seus semelhantes, com a fúria fria de que nenhum animal seria capaz. Este é o percurso que vai das memórias às cinzas nestes textos em que, queremos crer, a voz do povo e, sem dúvida, do espírito brasileiros se fazem ouvir neste livro de levantamento, advertência e protesto.

Serviço
Memória e Cinzas
Organização: Edelyn Schweidson
248 páginas - R$ 40,00 (em média)
Editora Perspectiva

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Tehiru


Como é possível – indaga Ili Gorlizki nesta transposição ficcional do universo seiscentista, com a sua problemática e a sua mentalidade decorrentes do embate das religiões nas suas formas mais cruéis, como a perseguição a judeus, muçulmanos e hereges, a inquisição e a caça às bruxas – como é possível, pois, que a ideia messiânica, cuja realização suscitou tantas falsas profecias quantos foram seus messias, como é possível que essa ideia enfeitiçasse tanto o homem de ciência quanto a gente comum, o rico e o pobre, os judeus e os cristãos, em nações altamente desenvolvidas e dominantes, do mesmo modo que em outras tiranizadas e avassaladas? Tal é a indagação que o leitor, guiado pelo autor nessa fascinante aventura textual, será tentado a desvendar através das linhas de Tehiru, como se buscasse a luz que, nascida da mesma fonte do espírito, banhou o claro-escuro de Rembrandt, a pesquisa lógicometafísica de Spinoza e as trevas pejadas de revelação, em que o cabalista procurou o supremo desvelamento da essência da condição humana e do sentido maior de seu estar-aí no mundo.

Serviço
Tehiru
Illi Gorlizki
Tradução: Nancy Rozenchan e Margariada Goldsztajn
240 páginas - R$ 54,00 (em média)
Editora Perspectiva

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

O urbanismo do século XIX e o nosso tempo

As estações ferroviárias, as galerias comerciais, as exposições universais, as grandes avenidas, os bairros industriais são alguns dos espaços que caracterizam A Cidade do Século XIX. É esta urbe oitocentista, com suas orlas marítimas, seus anéis periféricos, seus subúrbios-jardim e seus quarteirões de negócios, matriz da metrópole contemporânea, que Guido Zucconi, professor de história da arquitetura da universidade de Veneza, estuda neste livro, que a editora Perspectiva publica na coleção Debates, dando sequência a A Cidade do Primeiro Renascimento, de Donatella Calabi, Primeira Lição de Urbanismo e A Cidade do Século Vinte, de Bernardo Secchi, já lançados.

Serviço
A cidade do século 19
Guidoi Zucconi
Tradução: Maria Barda
208 págians - R$ 42,00 (em média)
Editora Perspectiva