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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Pequeno Tratado do Descrescimento Sereno


Neste livro o autor expõe seu projeto de uma sociedade do decrescimento e descreve como deveria ser realizada essa transição nas sociedades produtivistas, evitando assim catástrofes ecológicas e humanas. Para Serge Latouche, o decrescimento é uma “utopia concreta”.

"O conceito de decrescimento tem duas fontes: uma antropológica, que é a crítica antiga da economia, da modernidade e da base original do homo economicus e que teve sua glória nos anos 1970. A mensagem de Ivan Illich, de quem me considero discípulo, é a de que viveríamos melhor de outra maneira. Dito de outra forma, é desejável sair deste sistema que nos leva à catástrofe. O segundo momento da teoria do decrescimento, ligado, principalmente, à ecologia e ao relatório do Clube de Roma, é o da sua imperatividade por razões físicas. Devemos então unir o desejo e a necessidade. Podemos viver muito bem de outra maneira."
Serge Latouche

"Fomos formatados pelo imaginário do 'sempre mais', da acumulação ilimitada, dessa mecânica que parece virtuosa e que agora se mostra infernal por seus efeitos destruidores sobre a humanidade e o planeta. A necessidade de mudar essa lógica é a de reinventar uma sociedade em uma escala humana, uma sociedade que reencontre seu sentido da medida e do limite que nos é imposto porque, como dizia meu colega Nicholas Georgescu-Roegen, 'um crescimento infinito é incompatível com um mundo finito'."
S. L.

Serviço
Pequeno Tratado do Descrescimento Sereno
Serge Latouche
Tradução; Claudia Berliner
176 páginas - R$ 32,50 (em média)
Editora WMF Martins Fontes

A lei de Deus contra a liberdade dos homens


Autor de "Religions à la carte", Jean-Louis Schlegel se dedicou a compreender o campo de liberdades e possibilidades das crenças na contemporaneidade. Seu novo livro, funciona como um complemento do anterior, ao trabalhar um objeto radicalmente diverso: a presença do dogmatismo e do fundamentalismo nas grandes religiões.

Serviço
A lei de Deus contra a liberdade dos homens
Jean-Louis Schlegel
Tradução: Eduardo Brandão
144 páginas - R$ 28,00 (em média)
Editora WMF Martins Fontes

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Spinoza e Nietzshe


Nietzsche, em uma célebre carta enviada a Franz Overbeck em julho de 1881, diz encontrar em Spinoza seu único precursor, e que a partir de então sua solidão (Einsamkeit) passava a ser uma dualidão (Zweisamkeit). Tal pequeno texto é o ponto de partida deste livro. Nele, Nietzsche afirma que sua filosofia e a de Spinoza têm a mesma tendência geral: fazer do conhecimento o mais potente dos afetos. E lista em seguida outros cinco pontos de aproximação entre elas: negar o livre-arbítrio, a teleologia e as causas finais, a ordem moral do mundo, o desinteresse e o mal. No início desse mesmo ano, Nietzsche já havia afirmado que o conhecimento da realidade é aquilo que “aumenta a beleza do mundo e torna mais ensolarado tudo o que há” e que por isso “a felicidade suprema consiste no conhecer”, encerrando o aforismo mencionando Spinoza entre aqueles que vivenciaram o conhecimento como um descobrir e inventar.

Cada um dos seis pontos de proximidade mencionados na carta é abordado separadamente por um nietzschiano e por um spinoziano, dentre alguns dos mais consagrados especialistas nas filosofias de Spinoza e de Nietzsche do Brasil e da França. A intenção é a de que cada leitor possa chegar a suas próprias conclusões, a partir do cotejamento de um e outro texto sobre cada um dos pontos em questão. Se tanto para Spinoza quanto para Nietzsche o conhecimento é um afeto – e o mais potente dos afetos –, esperamos que este livro possa afetar seu leitor, contribuindo para a vitalidade da pesquisa filosófica atual.

Serviço
O mais potente dos Afetos: Spinoza e Nietzsche
André MArtins (org)
308 páginas - R$ 59,00 (em média)
WMF Martins Fontes