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segunda-feira, 19 de julho de 2010

Platão - Franco Trabattoni


Um manual introdutório e propedêutico, portanto amplamente acessível a um público leigo, ao pensamento de um dos maiores pensadores de todos os tempos, escrito com a maestria de um autor que se encontra atualmente entre os mais reconhecidos intérpretes de Platão em nível internacional.


Serviço:
Platão
Franco Trabattoni
Tradução: Rineu Quinalia
344 páginas - R$ 47,00 (em média)
Editora Annablume

sábado, 3 de abril de 2010

Patrimônio Cultural e Ambiental - Questões Legais e Conceituais


O livro “Patrimônio Cultural e Ambiental: questões legais e conceituais”, constituído de ensaios articulados, discute como a expansão da noção de patrimônio e a descoberta de novas centralidades propiciaram a superação de enfoques que reconheciam o patrimônio apenas no âmbito histórico, circunscrito a recortes cronológicos arbitrários, permeados por episódios militares e personagens emblemáticos. O volume revela ao leitor outras dimensões dos bens culturais e instiga-o a refletir acerca da ascendência do patrimônio sobre as identidades individuais e coletivas. Nesta linha argumentativa, os autores admitem avanços conceituais e metodológicos no campo da preservação aos bens patrimoniais no decorrer das últimas décadas. No entanto, chamam a atenção para o fato de que inúmeros exemplares da cultura material e imaterial, da paisagem natural e cultural continuam sendo ameaçados por falhas nas estratégias de proteção. A leitura desta obra não escamoteia que tais problemas se agravam em função das dificuldades de fiscalização e da lentidão na tomada de decisões por parte das instâncias decisórias do poder constituído.

Serviço
Patrimônio Cultural e Ambiental - Questões Legais e Conceituais
Organização: Pedro Paulo A. Funari, Sandra C.A. Pelegrini e Gilson Rambelli
146 págians - R$ 46,00 (em média)
Editora Annablume

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

O Som que fez o Brasil




Se existe alguma documentação acerca da produção cultural erudita no Brasil, o mesmo não pode ser dito no que concerne à produção popular ou aquela produzida por sujeitos que se encontram, histórica e socialmente, à margem dos grupos hegemônicos. Se a abstrata e sempre tendenciosa qualidade artística das obras, cujo estofo e escopo fundamenta-se nos cânones clássicos, nada, a não ser os preconceitos raciais e classistas, justificariam a exclusão dos músicos e cantores negros da história da música erudita brasileira. Em tese, e a partir de significativa pesquisa documental, Antônio Carlos dos Santos toma como objeto de investigação a participação de escravos negros como músicos e cantores na Real Fazenda de Santa Cruz, localizada no Rio de Janeiro, de 1808 (chegada da Família Real Portuguesa ao País) até 1871. Nessa ampla fatia de tempo, o pesquisador apresenta tanto os motivos econômicos na formação de escravos e ex-escravos no aprendizado da música erudita. De todos os motivos, destaca o autor principalmente o fato de tanto os observadores estrangeiros como os brasileiros “bem nascidos” conceberem os negros de modo perversamente ideológico. Trata-se, portanto, de excelente possibilidade de ter acesso a um significativo trabalho desenvolvido por negros músicos escravos em um período da história repleto de tantas lacunas históricas.

Serviço
Os músicos negros
Antonio Carlos dos Antos
203 páginas - R$ 38,00 (em média)
Editora Fapesp, Editora Annablume