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terça-feira, 24 de agosto de 2010

A teia mercantil - negócios e poderes em São Paulo colonial - Maria Aparecida de Menezes Borrego


No início do século XVIII, quando as oportunidades na colônia despontavam por uma estreita relação com o brilho forte do ouro, lavradores, mercadores e aventureiros buscavam espaços onde ganhar suas vidas. Os atores das histórias que se desenrolam ao longo deste período envolveram-se nas mais diversas lides do comércio. Neste livro, a historiadora Maria Aparecida de Menezes Borrego faz uma minuciosa análise desses fatos denominados como “baixa especialização e a diversificação dos negócios”.

Era uma vez uma capitania muito decadente, perdida nos confins da América portuguesa, onde a agricultura era frágil, o comércio escasso e seus moradores viviam da caça aos índios e aos metais preciosos... Essa era maneira de descrever a capitania de São Paulo. Aos poucos, a ideia da decadência passou a ser percebida como parte de um enredo frágil e a própria conscientização sobre isso exigiria, por oposição, uma prosperidade prévia de difícil comprovação. É nesse contexto que A teia mercantil oferece generosa contribuição ao se aventurar pelos meandros do comércio e dos negócios da São Paulo da primeira metade do XVIII, salta aos nossos olhos uma teia de negócios diversificada o suficiente para negar possibilidade de uma economia modorrenta. Em contrapartida, a atividade mercantil desenvolvida por uma centena de personagens, cuidadosamente acompanhados nos vários momentos em que despontam nas fontes documentais, deixa perceber uma realidade bastante diferente.

O desafio colocado no desenrolar do texto fluente nos mostra uma verdadeira peregrinação da historiadora em busca de suas fontes, esparramadas por diversos arquivos. Dessa forma, o leitor irá perceber que, através da trajetória de investigação aqui exposta, é possível compreender as trajetórias dos homens de negócios que ganharam vida ao longo das páginas deste cativante livro.

Serviço
A teia mercantil - negócios e poderes em São Paulo colonial
Maria Aparecida de Menezes Borrego
336 páginas - R$ 68,00 (em média)
Editora Alameda

segunda-feira, 31 de maio de 2010

O Brasil nas Copas - Marcos Sergio Silva


Só o Brasil participou de todas as edições da Copa do Mundo desde 1930. O único país que foi cinco vezes campeão do mundo e duas vezes vice. Só o Brasil teve o maior craque que o mundo já conheceu e o maior goleador da história das Copas. Só o Brasil faz pessoas de todos os cantos do planeta vestir a camisa amarela para torcer pela seleção. O Brasil nas Copas conta a história da participação brasileira nos 80 anos de Copa do Mundo de uma maneira clara e objetiva: o jornalista Marcos Sergio Silva assumiu esta missão com a maestria dos grandes técnicos de futebol, colocando fatos, personagens e informações no lugar certo, fazendo este “time” jogar feito música.

As glórias das conquistas de 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002, o drama da derrota no Maracanã em 1950, a tragédia do Sarriá em 1982, as brigas e os bastidores da brasileira se confundem com a própria história do futebol mundial. E todo mundo que participou desta saga merece ter seu nome consagrado na galeria dos verdadeiros campeões. A seleção brasileira vive intensamente, desde 1930, uma mistura de sentimentos em diversos momentos: alegrias como a conquista do pentacampeonato, em 2002, com Ronaldo e Cafu; realizações como o tri de 1970, com Pelé e Tostão; o sonho do futebol-arte de 1982, de Zico e Sócrates, e tragédias, como a de 1950 e a figura injustiçada do goleiro Barbosa.

A cada quatro anos, a pátria calça as chuteiras para reescrever, por meio da arte e da habilidade nos pés, a história do “país do futebol” juntamente com a história do esporte mais popular do planeta. Assim, este livro reúne para o leitor todas as informações e curiosidades dessa irresistível Paixão Nacional. Sobre o autor: Marcos Sergio Silva nasceu em Itaquera, São Paulo, em 1975. Formado em jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo, trabalhou nas redações dos jornais Notícias Populares e Agora São Paulo como repórter e editor de “Cidades”, “Economia” e “Variedades”. Passou pelas editorias de “Cotidiano”, “Mundo” e “Brasil” da Folha de S.Paulo e editou a revista jurídica Última Instância. Atualmente é editor do Jornal PLACAR, além de colaborar para as revistas PLACAR e Trip.

Serviço:
O Brasil nas Copas
Marcos Sergio Silva
184 páginas - R$ 34,00 (em média)
Editora Alameda

terça-feira, 25 de maio de 2010

História e música no Brasil - José Geraldo Vinci de Moraes e Elias Thomé Saliba


Este livro tem como objetivo distinguir as projeções da história na música e escutar as reverberações dos acontecimentos nas sonoridades produzidas pelas sociedades. Considerada utópica ou irrealizável, esta dupla tarefa acabou definindo um horizonte de pesquisas e absorveu boa parte dos esforços dos historiadores e musicólogos nas últimas décadas e agora, este esforço é editado em livro organizado pelos historiadores José Geraldo Vinci de Moraes e Elias Thomé Saliba.

A historiografia brasileira, ainda que de maneira tardia e tímida, tem penetrado cada vez mais neste território, contribuindo para ampliar estudos e reflexões situados na relação entre as sonoridades e a história. Todavia não existem padrões nem fronteiras definidas, uma vez que é inútil procurar pelo paradigma musical brasileiro, sobretudo em nossa cultura diversificada, na qual a ética de fundo emotivo sempre vence a razão pública e não há regras que resistam uma boa imagem musical ou rítmica.

História de Música no Brasil revela alguns dos mais recentes estudos neste diversificado universo. Para isso são analisados diferentes épocas e lugares: da música religiosa e dos grupos étnicos no período colonial da Corte Joanina; da “misturada de gêneros” de polcas, valsas, tanguinhos, batuques e maxixes de Nazareth e Henrique Alves de Mesquita, aos choros e arranjos de Pixinguinha; dos sambas patrioteiros dos anos 1930-40 aos arranjos “jazzificados” das bandas que alegravam os salões de baile paulistanos dos anos pós-guerra; da desconhecida produção da indústria fonográfica na São Paulo dos anos 1930, ao papel da radiofonia e dos cronistas na construção de uma narrativa historiográfica – consagrada, afinal, como “história da MPB”.

Assim, este livro convida os leitores para saborear as melodias que marcaram época e faz com que leitor queria participar, com sua própria experiência de leitura e de escuta, deste novo horizonte de pesquisas das sonoridades da história brasileira.

Serviço
História e música no Brasil
José Geraldo Vinci de Moraes e Elias Thomé Saliba
412 páginas - R$ 78,00 (em média)
Editora Alameda

domingo, 2 de maio de 2010

O Portugal Medieval - Carlos Nogueira


Reúne artigos, escritos por portugueses e brasileiros, sobre a monarquia, a sociedade e a cultura portuguesa durante o período da Idade Média (século 5º ao século 15). POR QUE LER: As pesquisas iluminam não apenas o passado português como também analisam aspectos do Brasil Colônia. Os autores demonstram como o peso da tradição medieval se reflete na história brasileira e na formação de muitas das nossas instituições e leis.

Joaquim Manoel Godinho Braga Barradas de Carvalho (1920-1980) foi um intelectual militante contra a ditadura de Salazar. Em sua passagem pelo Brasil, ele nos ensinou a aprimorar uma pesquisa documental rigorosa, e nos aproximou dos clássicos portugueses. Por seu intermédio conhecemos as ideias de Jaime Cortesão, de Antonio Sérgio e de tantos outros escritores e pensadores portugueses. O historiador Joaquim Barradas ficaria no Brasil até 1970, deixando, ao partir, um legado: uma cadeira de História Ibérica e a disciplina de História Ibérica Medieval.

A partir das ideias e do legado de Barradas aprendemos a conhecer a documentação medieval da península ibérica. O historiador português despertou o interesse dos brasileiros para uma Idade Média mais próxima das nossas origens históricas — e é deste encontro que nasceu a inspiração para um encontro de medievalistas brasileiros que se dedicam a estudar Portugal. O Portugal Medieval nos revela que os estudos sobre a Idade Média portuguesa são de fundamental importância para compreender o passado, que se reflete no presente brasileiro, na formação de muitas de nossas instituições, leis ou manifestações culturais. Desta maneira, quando os portugueses aportaram em terras brasileiras trouxeram consigo o peso da tradição medieval presente nas estruturas religiosas, na arte, na música, enfim, na cultura.

Compreender o Brasil moderno, portanto, implica em conhecer o Portugal medieval e esse livro carrega uma singular importância tanto para os pesquisadores, como para os interessados em ampliar seus conhecimentos sobre a cultura portuguesa e a cultura brasileira.

Serviço
O Portugal Medieval
Organização: Carlos Nogueira
308 págians - R$ 42,00 (em média)
Editora Alameda

terça-feira, 9 de março de 2010

Tempo, Espaço e Passado... Eduardo Natalino dos Santos


O livro de Eduardo Natalino dos Santos, Tempo, espaço e passado na Mesoamérica, é um ponto de referência indispensável para todos os leitores que se interessam pela América indígena. Sua reflexão é o ponto de partida para os brasileiros com relação à análise dos códices pictoglíficos de origem nahua, e partir deles descobrir todo o universo que se esconde entre uma cultura cheia de mistérios como a teoria sobre o fim do mundo no ano de 2012.

Os códices não eram lidos da maneira como nós, usualmente, lemos um livro em alfabeto latino. Eles eram exibidos publicamente por especialistas que de acordo com a ocasião recitavam os relatos, cantos, preces e outros textos da tradição oral, vinculados à informação visual contida nos manuscritos. A relação entre as imagens e escritos constantes nos códices e a tradição oral que os acompanhava era complexa, uma vez que nenhum desses dois elementos limitava as interpretações do outro. As imagens transmitiam conteúdos simbólicos e afetivos que nem sempre eram contemplados nos relatos orais, os quais poderiam incluir informações que não se encontravam nas imagens. Dessa forma, os códices e as tradições que os acompanhavam eram discursos plenamente audiovisuais. Para a realização desse trabalho, o historiador estudou principalmente os códices Borbónico, Vaticano A e Magliabechiano e os textos alfabéticos intitulados Leyenda de los soles, Anales de Cuauhtitlan, Historia de los mexicanos por sus pinturas e Histoire du Mechique.

O historiador Eduardo Natalino entrega ao leitor algumas as principais chaves de compreensão do universo indígena mesoamericano – o calendário, a cosmografia e a cosmogonia indígena. Com eles poderemos caminhar com segurança por entre pedras, pirâmides e palavras, conhecendo as maravilhas de uma cosmogonia que, ao invocar sistematicamente as mudanças no tempo e no espaço, permite ao leitor conhecer melhor a “Nossa América”.

Serviço
Tempo, Espaço e Passado...
Eduardo Natalino dos Santos
432 páginas - R$ 55,00 (em média)
Editora Alameda