Mostrando postagens com marcador Instituto Moreira Salles. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Instituto Moreira Salles. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Alguma poesia: o livro em seu tempo - Carlos Drummond de Andrade


No ano em que se comemoram os 80 anos do lançamento de Alguma poesia – livro de estreia do poeta Carlos Drummond de Andrade – o Instituto Moreira Salles lança uma edição especial da publicação que inclui textos, críticas e anotações. Alguma poesia – O livro em seu tempo, organizado por Eucanaã Ferraz – responsável pela programação literária do IMS –, traz um fac-símile do volume que pertenceu ao próprio Drummond, com anotações manuscritas de mudanças que o poeta incorporaria nas edições seguintes.

Além disso, a publicação reúne cartas de amigos e críticos acusando o recebimento do livro, bem como uma rica amostra das resenhas e artigos publicados no calor da hora pelos jornais de 1930 e 1931. Um texto de apresentação, assinado pelo organizador, traça o percurso de Drummond de 1924 até maio de 1930 e mostra que, desde as primeiras semanas em que começou a circular, Alguma poesia já se afirmava como peça central da poesia brasileira, objeto de polêmicas, elogios e também terríveis críticas.

Para a edição do IMS, foi imprescindível a colaboração dos netos de Drummond, Pedro Augusto e Luis Mauricio Graña Drummond, e da Fundação Casa de Rui Barbosa – especificamente do seu Arquivo Museu de Literatura Brasileira, onde estão depositados os recortes, fotos e cartas que ilustram a edição.

Serviço
Alguma poesia: o livro em seu tempo
Carlos Drummond de Andrade
Organização: Eucanã Ferraz
392 páginas - R$ 50,00
Editora Instituto Moreira Sales

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Pinturas e Platibandas - Anna Mariani


O livro, publicado originalmente em 1987, traz textos de Ariano Suassuna, Caetano Veloso e Jean Baudrillard. As fotografias de Anna Mariani apresentam as fachadas sempre em um ângulo frontal, sem a presença de pessoas e sem a interferência da paisagem. Essas casas, caprichosas e simples, falam também de um modo de vida singelo e consideravelmente autossuficiente. Para o curador Rodrigo Naves, a inexpressividade voluntária das imagens se refere a uma existência de pouca complexidade e de relações diretas entre os homens e deles com a natureza, com tudo que essa vida tem de harmonioso e, por outro lado, de limitador. As pinturas à base de cal dessas casas, elaboradas sobre fachadas e platibandas, é resultado da transparência e da luminosidade que só é possível graças às práticas tradicionais de caiação, técnica que aos poucos tem sido substituída por novos materiais e processos sem as mesmas características.

Serviço:
Pinturas e Platibandas
Anna Mariani
236 páginas - R$ 110,00 (em média)
Editora Instituto Moreira Salles

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Alguma poesia: o livro em seu tempo - Carlos Drummond de Andrade


Alguma poesia – O livro em seu tempo é a edição especial com textos, críticas e anotações que comemora os 80 anos de Alguma poesia, livro de estreia do poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade.

Organizada por Eucanaã Ferraz – responsável pela programação literária do IMS –, a publicação traz um fac-símile do volume que pertenceu ao próprio Drummond, com anotações manuscritas de mudanças que o poeta incorporaria nas edições seguintes. Além disso, reúne cartas de amigos e críticos acusando o recebimento do livro, bem como uma rica amostra das resenhas e artigos publicados no calor da hora pelos jornais de 1930 e 1931. Um texto de apresentação, assinado pelo organizador, traça o percurso de Drummond de 1924 até maio de 1930 e mostra que, desde as primeiras semanas em que começou a circular, Alguma poesia já se afirmava como peça central da poesia brasileira, objeto de elogios e de polêmicas e críticas.

Para a edição do IMS, foi imprescindível a colaboração dos netos de Drummond, Pedro Augusto e Luis Mauricio Graña Drummond, e da Fundação Casa de Rui Barbosa – especificamente do seu Arquivo Museu de Literatura Brasileira, onde estão depositados os recortes, fotos e cartas que ilustram a edição.

Serviço
Alguma poesia: o livro em seu tempo
Carlos Drummond de Andrade
392 páginas - R$ 50,00 (em média)
Editora Instituto Moreira Salles

domingo, 2 de maio de 2010

Brasília - Marcel Gautherot


O Instituto Moreira Salles lança no Rio de Janeiro (rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea), no dia 29 de abril, às 19h, o livro Brasília, com 153 imagens feitas pelo fotógrafo franco-brasileiro Marcel Gautherot entre os anos de 1958 e meados da década de 1960. A publicação conta também com um ensaio inédito, encomendado especialmente para esta edição, do arquiteto e crítico inglês Kenneth Frampton, professor da Columbia University, e um ensaio introdutório de Sergio Burgi, coordenador de fotografia do Instituto Moreira Salles. Na mesma data, o IMS-RJ abre a exposição As construções de Brasília.

Com formação acadêmica incompleta em arquitetura e entusiasta de Le Corbusier e Van der Rohe, Marcel Gautherot era próximo ao grupo de elite de arquitetos modernistas brasileiros, como Oscar Niemeyer, Afonso Reidy e Lucio Costa, que considerou Gautherot como “o mais artista dos fotógrafos”. A pedido de Niemeyer, para quem já tinha feito importantes registros de obras nos anos anteriores, Gautherot realizou, a partir de 1958, a cobertura fotográfica da construção de Brasília, que em 1960 se tornaria a nova capital do Brasil e um marco da arquitetura e do urbanismo modernista. O olhar de Gautherot – preciso, quase clínico –, captura uma Brasília ao mesmo tempo promissora e ameaçadora, enorme e frágil, mítica e problemática.

Serviço
Brasília
Marcel Gautherot
Organização: Sergio Burgi e SAmuel Titan Jr.
192 páginas - R$ 85,00 (em média)
Instituto Moreira Salles

quinta-feira, 4 de março de 2010

Olhar Crítico - 50 Anos de Cinema Brasileiro - Ely Azeredo


Entre 1953 e 2003, o crítico Ely Azeredo atuou na imprensa diária fazendo a indispensável mediação entre os produtores e os consumidores de cinema. Sem restrições de gênero ou tendência, ele analisou e pôs em discussão, com igual rigor intelectual, de dramas existenciais a comédias, de filmes alternativos a documentários, de obras de caráter político aos musicais. O resultado disso é que o leitor, em Olhar crítico – 50 anos de cinema brasileiro, irá pouco a pouco voltando no tempo, para reencontrar os textos que, no calor da hora, se pronunciaram sobre clássicos do nosso cinema em cada uma dessas vertentes, como por exemplo Cidade de Deus, Ônibus 174, Macunaíma, Todas as mulheres do mundo, Pixote, Terra em transe, Vidas secas e Floradas na serra, entre muitos outros.

Além de um prefácio assinado por Alberto Dines, alguns apêndices completam esta edição: uma sucinta recuperação da trajetória de Ely Azeredo, como crítico, mas também como importante difusor da sétima arte entre nós; as fichas técnico-artísticas de todos os filmes aqui analisados; as referências bibliográficas utilizadas e um índice completo dos filmes citados.

Serviço
Olhar Crítico - 50 Anos de Cinema Brasileiro
Ely Azeredo
416 páginas - R$ 54,00 (em média)
Instituto Moreira Salles

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Metrópole - Hildegard Rosenthal


Com imagens de Hildegard Rosenthal (1913-1990), será lançado amanhã (20.02), em São Paulo, o livro Metrópole Hildegard Rosenthal. Uma publicação do Instituto Moreira Salles, o livro dá continuidade à coleção iniciada por Paranóia, de Wesley Duke Lee e Roberto Piva, Sequências, de Otto Stupakoff e Norte, Marcel Gautherot – todos brochuras publicadas em tamanho médio, com excelente impressão e acabamento. Na mesma data, tem a abertura da mostra Profissão Fotógrafo – Hildegard Rosenthal e Horacio Coppola.

O livro contém mais de 100 imagens (extraídas de 3 mil negativos do IMS) e é dividido em cinco capítulos: “Cenas Urbanas”, “Edifícios e Grafismos”, “Interior”, “Noite/Chuva” e “Retratos” que traçam um breve panorama do vasto acervo da fotógrafa pertencente ao instituto. A organização e texto de introdução são da historiadora Maria Luiza Ferreira de Oliveira. No livro, também há um conto de Beatriz Bracher, inspirado na obra da fotógrafa. Esta ligação da ficção com a “realidade” da fotografia já vem sendo praticada na revista Serrote, publicada também pelo IMS.

Rosenthal fez um registro bastante instigante da São Paulo da metade do século 20. Para a historiadora, ela registra o tecido urbano em plena transformação. Entretanto, vistas hoje, se tornaram uma memória fundamental na história da construção da cidade, cujo caos permeiou seu crescimento mais formal e, ainda assim, com imagens extremamente românticas.

O lado mais artístico desta documentação, que aparece em “Edifícios e Grafismos”, mostra que Rosenthal não se limitava ao formalismo documental. As abstrações surgem em diferentes ângulos, não muito usuais para a sua época. Ela também foi buscar em cidadezinhas, como Pirapora do Bom Jesus, pequenos circos, espetáculos populares, crianças locais e outros motivos encontrados em Interior. O único porém é a ausência das colagens como O menino jornaleiro, publicada pelo IMS no catálogo da mostra Cenas Urbanas, de 1999.

Como o registrado na obra do grande Brassaï (1889-1984), a noite da metrópole também interessou a fotógrafa, especialmente os reflexos formados pelas poças de chuva. Diferentemente da São Paulo diurna, nota a historiadora Maria Luiza, Hildegard procurou um novo ritmo para seu registro cotidiano.

Outro lado especial do livro são os retratos. Na verdade, também, porque seus retratados são mais que especiais: entre eles, artistas plásticos como o lituano Lasar Segall (1891-1957), o italiano Alfredo Volpi (1896-1988), a húngara Yolanda Mohalyi (1909-1978); o escritor e crítico de teatro alemão Anatol Rosenfeld (1912-1963) e o escritor baiano Jorge Amado (1912-2001). Há uma pequena série de autoretratos no mínimo curiosa, onde ela aparece na cozinha, ao telefone e escrevendo, sempre com um cigarro na boca. Noutro, oposto a estes, a pose é de femme fatale com luvas e rede no rosto.

Hildegard Rosenthal nasceu e viveu até a adolescência em Frankfurt, Alemanha. Lá estudou pedagogia de 1929 a 1933. No ano seguinte mudou-se para Paris, passaou dois anos e voltou a Frankfurt, onde estudou fotografia com Paul Wolf (1887-1951). Veio para São Paulo em 1937, evitando o crescimento nazista e, logo depois, sendo uma das mulheres pioneiras, começa a trabalhar como fotojornalista para periódicos nacionais e internacionais.

Serviço
Metrópole
Hildegard Rosenthal
350 páginas - R$ 100,00 (em média)
Instituto Moreira Salles

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Na rua - Vincenzo Pastore


Este livro traz a público um dos mais agudos retratos da cidade de São Paulo no início do século XX. O fotógrafo italiano Vincenzo Pastore, radicado no Brasil desde 1894, encontrou, nas bordas da modernidade, percorrendo com sua câmera as ruas mais distantes do Centro, para além dos grandes magazines, dos cafés e das confeitarias chiques, uma realidade bastante diferente da chamada belle-époque.

O que se vê aqui é um espaço urbano que, na década de 1910, enfrentava dois grandes desafios. De um lado, superar os desequilíbrios sociais herdados dos períodos colonial e imperial, os quais a abolição da escravatura, em 1888, e a proclamação da República, em 1889, ainda não haviam sido suficientes para eliminar. De outro, lidar com uma nova categoria de cidadãos marginalizados, que, no entanto, entravam com força na composição da sociedade paulistana: os imigrantes. Entre eles, é claro, o próprio Pastore.

Como diz o crítico Antônio Arnoni Prado, que assina a apresentação deste volume, “os rostos de Pastore, vistos em conjunto, são esgares vivos da luta pela sobrevivência primária na província assolada pelo novo século. Tomados individualmente, como produtos de um olhar forasteiro, são marcas do atraso, incompatíveis com a assimilação improvisada do progresso, que acelerou os ritmos da cidade, atropelou as diferenças, importou soluções, imaginando transformar São Paulo numa extensão tropical da Europa”.

Em imagens que combinam apuro formal e temática social, antecipando uma espécie de estética neorrealista, é o dia-a-dia dessa luta pela sobrevivência que se destaca no conjunto aqui reunido. Carroceiros procuram serviço, lixeiros enchem seus carroções, barbeiros esperam seus fregueses, lavadeiras conversam com baldes pendurados nos braços, negros descalços andam pelas ruas como autênticos escravos do ganho, vendendo o que lhe cai às mãos para amealhar a féria do dia. Parte integrante do acervo do IMS, as fotografias de Vincenzo Pastore revelam, por tudo isso, uma imensa curiosidade urbana e humana, capaz de dizer muito sobre o passado da capital paulista e, também, sobre as ilusórias estratégias do progresso em nosso país.

Serviço
Na rua
Vincenzo Pastore
205 páginas - R$ 50,00 (em média)
Instituto Moreira Salles

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Paranoia


A obra 'Paranoia' é uma publicação que reúne 19 poemas de Roberto Piva e fotografias do artista plástico Wesley Duke Lee. Muitas tradições literárias entrecruzam-se nesta obra. Entre elas, vale citar a da meditação andarilha pela cidade, marcada por Baudelaire e cuja influência varreu o mundo, alcançando a metrópole periférica de Mário de Andrade e do modernismo da primeira geração como um todo. Vale registro também o influxo dos poetas beat norte-americanos, com sua apologia do desejo irrefreado, seu destemor diante da alternância entre os registros alto e baixo, sua livre associação de idéias e referências e sua adesão ao escape proporcionado pelas drogas.

Serviço
Paranoia
Roberto Piva
208 páginas - R$ 60,00 (em média)
Instituto Moreira Salles

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Norte


O Instituto Moreira Salles lança o livro Marcel Gautherot - Norte, com 72 fotografias do fotógrafo francês feitas na Amazônia brasileira entre os anos 1940 e 1970 e texto de apresentação de Milton Hatoum e Samuel Titan Jr. Em 1939, quando chegou ao Brasil pela primeira vez, o parisiense Marcel Gautherot (1910-1996) queria subir e fotografar todo o curso do rio Amazonas. A viagem não foi muito longe, interrompida pela Segunda Guerra Mundial a mesma guerra que, um ano depois, obrigará o jovem fotógrafo a se radicar no Brasil, seu país de adoção até o fim da vida. No curso das três décadas seguintes, Gautherot voltou repetidamente à Amazônia, fascinado pela paisagem vasta, instável e anfíbia, que desafiava seu olhar europeu e o convidava a uma verdadeira aventura da sensibilidade. O resultado é uma vasta produção de imagens, em que Gautherot a um só tempo trava contato com a nova paisagem brasileira e reflete sobre sua própria memória pictórica ocidental. Ao fazê-lo, Gautherot deixa para trás as fronteiras entre os gêneros fotográficos e cria uma nova síntese de retrato e paisagem, documento e abstração, forma e caos.

Serviço
Norte
Marcel Gautherot
144 páginas - R$ 56,00 (em média)
Instituto Moreira Salles