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terça-feira, 13 de julho de 2010

Surdo e mudo - David Lodge


Desmond Bates está ficando surdo. E a crescente incapacidade de distinguir os sons não faz outra coisa que não seja gerar confusão ? para ele e para todos à sua volta. O que seria um acontecimento dramático na vida de qualquer um toma, neste caso, contornos irônicos: como professor de linguística aplicada, Desmond não tem outra alternativa senão se aposentar, dado o catálogo de mal-entendidos auditivos em que suas aulas se transformaram. O aparelho contra surdez nem sempre funciona, e sua vida pessoal tampouco sai incólume: sem a rotina acadêmica de um ano letivo, Desmond está cansado de ler spams sobre disfunção erétil e de acompanhar a bem-sucedida carreira da mulher, sempre ocupada demais para repetir o que acabou de dizer. Os papéis se invertem quando ele visita seu octagenário e ainda mais surdo pai, que se recusa a buscar auxílio médico.

A existência desse privilegiado e entediado inglês se vê ameaçada quando Alex, uma atraente e desequilibrada aluna de graduação ? numa festa barulhenta onde Desmond não ouve nada direito ?, faz ele prometer que a ajudará com sua tese. Porém, ela parece buscar seu apoio também para questões não tão acadêmicas? Ou seria tudo um grande mal-entendido?

Em seu 13º romance, David Lodge, um dos grandes nomes das letras britânicas e um dos mais bem-humorados romancistas da atualidade, coloca em cena um homem de meia-idade tentando se apaziguar com a surdez e com a proximidade da morte, com a comédia e a tragédia inerentes à vida humana. Mundialmente elogiado, Lodge consegue, em Surdo mundo, tratar profunda e seriamente dos temas da velhice e da mortalidade, numa obra ao mesmo tempo comovente e hilária.

Serviço:
Surdo e mudo
David Lodge
Tradução: Guilherme da Silva Braga
328 páginas - R$ 49,00 (em média)
Editora L&PM

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Aya de Yopougon - Marguerite Abouet


Este livro mostra uma outra visão das pessoas que vivem na África. Em 'Yop City', bairro de Yopougon na Costa do Marfim, não se ouve falar de guerra civil, aids ou fome. O que se ouve são as confusões de três amigas, Aya, Bintou e Adjoua, que vivem os mesmos dilemas de tantas outras jovens de sua geração - garotos, festas e dúvidas sobre o futuro. Esta crônica do cotidiano na costa-marfinense no fim dos anos 70 é um pouco do que a própria autora Marguerite Abouet. A beleza de Aya está na sonoridade, nas cores africanas e nos sabores, como o aroma da sopa de amendoim (cuja receita, aliás, pode ser lida no 'bônus marfinense' ao final do livro). Uma África desprovida de clichês, um retrato social sensível, uma história de amor e amizade.

Serviço:
Aya de Yopougon
Marguerite Abouet
112 páginas - R$ 38,00 (em média)
Editora L&PM

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Um negócio fracassado e outros contos de humor - Anton Tchekhov


Os contos tchekhovianos ajudaram a alçar o gênero a um dos mais altos patamares na literatura contemporânea. Nesta coletânea encontram-se reunidas 38 histórias cujo traço mais marcante é o humor. Escritos entre 1882 e 1887, estes relatos do cotidiano da Rússia pré-Revolução destrincham com palavras certeiras as pequenas misérias e injustiças que são inerentes ao convívio entre seres humanos. Não é de se espantar que, ao percorrer estas páginas, o leitor perceba que está com um sorriso no canto dos lábios; pois este é o humor tchekhoviano, quase melancólico, que ri de si mesmo, como em "Um negócio fracassado", o primeiro conto desta prazerosa coletânea.

Serviço:
Um negócio fracassado e outros contos de humor
Anton Tchekhov
Tradução: Maria Aparecida B.P. Soares
208 páginas - R$ 13,00 (em média)
Editora L&PM

domingo, 2 de maio de 2010

Os Informantes - Juan Gabriel Vásquez


A distância entre um conflito mundial e um conflito entre pais e filhos é menor do que parece. Um conflito entre pais e filhos, assim como o outro, é um choque entre duas maneiras de ver o mundo: os filhos se ressentem da realidade recebida por seus pais, enquanto estes reclamam do que os filhos fazem com o mundo que receberam.

Juan Gabriel Vásquez lança mão desses dois universos, o do conflito maior, político e internacional, e o do menor, no âmbito familiar, para contar uma história cujo epicentro é uma traição e retratar o espinhoso caminho que separa a ignorância e o conhecimento dos fatos acerca das pessoas que nos são próximas.

Serviço
Os Informantes
Juan Gabriel Vásquez
Tradução: Heloisa Jahn
288 páginas - R$ 39,00 (em média)
Editora LPM

terça-feira, 27 de abril de 2010

Os Informantes - Juan Gabriel Vásquez


A distância entre um conflito mundial e um conflito entre pais e filhos é menor do que parece. Um conflito entre pais e filhos, assim como o outro, é um choque entre duas maneiras de ver o mundo: os filhos se ressentem da realidade recebida por seus pais, enquanto estes reclamam do que os filhos fazem com o mundo que receberam.

Juan Gabriel Vásquez lança mão desses dois universos, o do conflito maior, político e internacional, e o do menor, no âmbito familiar, para contar uma história cujo epicentro é uma traição e retratar o espinhoso caminho que separa a ignorância e o conhecimento dos fatos acerca das pessoas que nos são próximas.

A narrativa é estruturada sob dois eixos temporais: a Colômbia dos anos 80 e 90, em que a população vive amedrontada pelos cartéis das drogas – a partir de quando é contada a história – e a Colômbia das décadas de 30 e 40, época em que o país recebia levas de imigrantes europeus e quando alemães e descendentes de alemães estavam à mercê da perseguição política. Os protagonistas chamam-se, pai e filho, Gabriel Santoro.O primeiro, um erudito viúvo, figura pública de prestígio na sociedade colombiana e professor de retórica. O segundo, um jornalista, autor de um livro sobre uma imigrante alemã judia – livro que fora inexplicável e publicamente destruído por ninguém menos do que o pai do autor. Após anos sem contato, um problema de saúde reaproxima os dois, mas apenas momentaneamente, pois as voltas da vida, assim como as da história, não tardam a perder os personagens, lançando Gabriel, o filho, numa dolorosa viagem sem volta em busca da verdade sobre o seu progenitor.

Embalada por traições públicas e privadas, esta é a história de como um ato, ainda que cometido em circunstâncias ambíguas e fruto da ação de um único indivíduo, se entranha na história maior – a história de um país – e tem consequências tão desastrosas quanto duradouras. Consequências indeléveis como só a culpa e a persistência de um afeto podem ser

Serviço
Os Informantes
Juan Gabriel Vásquez
Tradução: Heloisa Jahn
250 páginas - R$ 35,00 (em média)
Editora L&PM

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Orgulho e Preconceito - Jane Austen


A obra literária de Jane Austen deu ao romance inglês o primeiro impulso para a modernidade, ao tratar do cotidiano de pessoas comuns. De aguda percepção psicológica, seu estilo destila sempre uma ironia sutil, dissimulada pela leveza da narrativa. Orgulho e Preconceito (1797) é a obra mais conhecida da autora. Jane Austen mostrou como o amor entre os protagonistas era capaz de superar barreiras de orgulho e preconceito, a diferença social entre eles e o escasso poder de decisão concedido à mulher na sociedade da época.A crítica veio a considerá-la a primeira romancista moderna da literatura inglesa.

Serviço
Orgulho e Preconceito
Jane Austen
400 páginas - R$ 19,50 (em média)
Editora L&PM

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

O livro do Cesário Verde - Cesário Verde


Cesário Verde (1855-1886) é um desses artistas que se localizam no entroncamento entre várias escolas estéticas, jamais se identificando integralmente com uma ou outra, mas forjando uma obra versátil e de facetas múltiplas. Considerado parnasiano por uns, correspondente português do poeta francês Baudelaire por outros, tratando de temas da predileção dos realistas, Cesário levou uma vida digna de escritor romântico: nasceu em Lisboa, filho de um comerciante, e freqüentou a Universidade de Coimbra por pouco tempo. Começou sua carreira literária com a publicação de alguns de seus poemas em periódicos portugueses, quando sentiu os primeiros sintomas de tuberculose. Seus poemas, que tratam da vida de Lisboa e da vida agrícola dos arredores da capital portuguesa, foram desprezados pela crítica da época. Morreu na cidade natal, em decorrência do chamado mal-do-século. No ano seguinte à sua morte, Silva Pinto, amigo de Cesário Verde, reuniu e publicou a sua obra, esparsa, densa e vigorosa, sob o título de O livro de Cesário Verde.

Mas, se a crítica e o público da época foram impermeáveis ao talento à frente do seu tempo de Cesário, o mesmo não aconteceu com os poetas modernistas: Fernando Pessoa – mais especificamente seu heterônimo Alberto Caeiro – louvou a poética de Cesário Verde, seu precursor. Pessoa, assim como outras vozes líricas do início do século XX, apreciou, além da sensibilidade e beleza de seus versos, a extrema lucidez da visão de mundo de Cesário Verde, transmitida com uma emotividade autêntica característica dos modernos.

Serviço
O livro do Cesário Verde
Cesário Verde
240 páginas - R$ 20,00 (em média)
Editora L&PM

Bocas do Tempo - Eduardo Galeano


Bocas do tempo oferece uma multidão de pequenas historietas que contam, juntas, uma só história.

É uma travessia pelos temas mais diversos: o amor, a infância, a água, a terra, a palavra, a imagem, a música, o êxodo, o poder, o medo, a guerra, a indignidade, a indignação, o vôo...

Os protagonistas aparecem e se esvaecem, para seguir vivendo, história atrás de história, em outros personagens, que lhes dão continuidade. Tecidos pelos fios do tempo, eles são o tempo que fala: são bocas do tempo.

Serviço
Bocas do Tempo
Eduardo Galeano
Tradução: Eric Nepomuceno
240 páginas - R$ 20,00 (em média)
Editora L&PM

Caixa Especial Shakespeare - William Shakespeare


William Shakespeare nasceu em Stratford-upon-Avon, Inglaterra, em 23 de abril de 1564. Em dezembro de 1582, casou-se com Ann Hathaway, com quem teve três filhos. Acredita-se que por volta de 1593 já era um dramaturgo e um ator de sucesso. Em 1596, morreu seu único filho homem, Hamnet. Logo em seguida, Shakespeare lançou a primeira das suas peças mais famosas, Romeu e Julieta. Em 1598, foi reconhecido como o mais importante dramaturgo de língua inglesa. Escreveu ao todo 38 peças, 154 sonetos e uma variedade de outros poemas. Shakespeare morreu em Stratford em 23 de abril de 1616.

Do autor, a L&PM já publicou: As alegres matronas de Windsor, Antônio & Cleópatra, Bem está o que bem acaba, A comédia dos erros, Hamlet, Henrique V, Júlio César, Macbeth, A megera domada, O mercador de Veneza, Muito barulho por nada, Noite de Reis, Otelo, Ricardo III, Romeu e Julieta, Shakespeare de A a Z, Sonho de uma noite de verão, A tempestade e Trabalhos de amor perdidos.

Serviço
Caixa Especial Shakespeare
William Shakespeare
Vários Tradutores
7 volumes
Editora L&PM

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Correspondência Sigmund Freud


Com este livro o leitor brasileiro pela primeira vez tem acesso aos bastidores de uma das mais famosas relações entre pai e filha da história: a correspondência trocada durante 34 anos por Sigmund Freud, pai da psicanálise, e Anna Freud, a caçula dos seus seis filhos e a única a seguir seus passos profissionalmente. Escritas entre 1904 e 1938, as cerca de 300 cartas aqui reunidas formam um vasto e valioso panorama da intimidade da família Freud ao mesmo tempo em que compõem um registro único da gênese e do desenvolvimento da psicanálise.

Encontram-se nas cartas impressões sobre a vida em família, nascimentos e mortes, problemas de saúde, o fantasma do nazismo e da guerra, a convivência afetiva e intelectual entre pai e filha, as pesquisas de Freud e, posteriormente, também de Anna, além de um mosaico sobre as pessoas que permearam essa convivência, como alunos, amigos e colegas de trabalho.

Acompanha-se, sobretudo, o desenvolvimento do 'demônio negro', apelido pelo qual Freud chamava a filha mais nova, de quem foi psicanalista. De criança problemática e precoce, Anna passou a mulher independente e determinada, que subverteu as convenções sociais da época. Analista mundialmente reconhecida, foi a grande guardiã do legado intelectual paterno – legado que ela aprofundaria e desenvolveria, sobretudo no campo de estudos da psicanálise infantil.

A Correspondência oferece ainda um painel da cultura da época, retratando uma família judia de classe média nas primeiras décadas do século XX e revelando as belas paisagens da Áustria, Inglaterra, Hungria e Itália.

Essa primeira oportunidade de ler a correspondência reunida de Sigmund e Anna Freud – um verdadeiro diálogo de dois gênios que foram interlocutores privilegiados um do outro – é enriquecida pela introdução e pelas notas da antropóloga Ingeborg Meyer-Palmedo, organizadora desta inestimável fonte de pesquisa científico-histórica sobre o início da psicanálise

Serviço
Correspondência
Sigmund Freud e Anna Freud
Tradução: Kristina Michahelles
520 páginas - R$ 83,00 (em média)
Editora LP&M

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Gertrude Stein


A autobiografia de Alice B. Toklas é um dos mais preciosos documentos sobre as origens e sobre os criadores da arte e da literatura moderna. Os elogios não são poucos frente ao cenário grandioso da obra – a Paris do início do século XX – e à sala de visitas de Gertrude Stein, o lendário número 27 da Rue de Fleurus, onde reunia amigos como Picasso, Matisse, Hemingway, Jean Cocteau e Scott Fitzgerald, todos ainda jovens e desconhecidos, em informais reuniões e freqüentes festas. Seus convidados podiam também admirar uma das maiores coleções de arte do século passado, que incluía o retrato da anfitriã pintado por Picasso.

Como se não bastasse, a autora ainda construiu sua própria biografia da maneira mais engenhosa possível. A narradora do livro é Alice, companheira de Gertrude Stein durante toda a vida, o que lhe permitiu falar de si própria em terceira pessoa e claro, tecer elogios a si mesma sem falsa modéstia. A escritora sabia da importância da sua obra e de seu círculo de relações. É atribuída a ela a expressão lost generation (geração perdida), que classificava um grupo de escritores americanos – como Ezra Pound, T. S. Eliot, Hemingway e Fitzgerald – que viveram na Europa entre a Primeira Guerra Mundial e a Crise de 29.
A autobiografia de Alice B. Toklas é o livro mais conhecido de Stein, que já em sua primeira obra, Three Lives, demonstrou toda a força da sua narrativa, o estilo próprio e a criatividade da sua escrita em língua inglesa.

Gertrude Stein (1874-1946), judia, nascida e educada nos Estados Unidos, adotou a França como modo de vida. Além de escritora, foi colecionadora e impulsionadora de arte, feminista e, a principal de suas características, a vanguarda em pessoa.

Serviço
A autobiografia de Alice B. Tokias
Gertrude Stein
288 páginas - R$ 59,00 (em média)
Editora L&PM

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Textos Autobiográficos


Começando com os escritos sobre as primeiras lembranças da infância e culminando com sarcásticas reflexões de um septuagenário, este volume apresenta uma completíssima coletânea das melhores histórias autobiográficas de Charles Bukowski. Contos, poemas e trechos de romances dão forma à vida de um dos maiores expoentes da contracultura norte-americana.

Organizado cronologicamente não pela data de publicação mas pelo período da vida de Bukowski que é retratado, Bukowski – Textos autobiográficos mostra o que há de mais humano na existência de alguém que sempre viveu nos extremos e exacerba a genialidade contida por trás do escritor devastado pelo álcool. Muito menos uma antologia e muito mais uma espécie de livro de memórias, este monumental conjunto de relatos desapaixonadamente eloquentes destila a essência do prodigioso trabalho de uma vida e oferece uma experiência literária por vezes atormentada e invariavelmente hilária.

Serviço
Bukowski - Textos Autobiográficos
Charles Bukowski
480 páginas - R$ 66,00 (em média)
Editora LPM

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Pegaram a mulhé...


"Mona Lisa tinha o rosto mais famoso do mundo e também a identidade mais incerta. Afinal, quem foi ela? Qual era sua relação com Leonardo da Vinci? Qual o segredo de seu sorriso perturbador? Gerações após gerações de historiadores investigam incansavelmente seus enigmas. E, de repente, a Mona Lisa sumiu! Agora havia um novo mistério a ser desvendado: Onde ela estava? Quem a roubou? E todos se perguntavam: Por quê?"

No final da tarde de 20 de agosto de 1911, um domingo, três homens entraram no Museu do Louvre, em Paris. Disfarçados de funcionários, esconderam-se até o cair da noite. Dezesseis horas depois, o quadro mais famoso do mundo, a Mona Lisa, tinha desaparecido. Passaram-se 24 horas até que alguém percebesse o roubo. Quando o alarme finalmente soou, a polícia apressou-se até a cena do crime. As portas foram trancadas e funcionários e visitantes foram detidos; mas o quadro já não estava lá há muito tempo. A França fechou suas fronteiras. E quando o museu reabriu, uma semana depois do roubo, os parisienses fizeram filas gigantescas para ver o lugar vazio em que o famoso quadro antes ficava pendurado.

Serviço
Roubaram a Mona Lisa!
R.A. Scotti
Tradução de Ana Ban
240 páginas - R$ 48,00 (em média)
Editora L&PM

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Para além da história oficial


Revolução Francesa: Às armas, cidadãos! é o segundo volume da grande obra de Max Gallo, iniciada com Revolução Francesa – V. I – O povo e o rei (1774-1793). Este conjunto se tornou um dos maiores best-sellers na França e transformou-se num fenômeno editorial, mostrando uma versão surpreendente do maior acontecimento da Idade Moderna. Preciso do ponto de vista histórico, ágil como uma reportagem e emocionante como um romance.

Às armas, cidadãos! inicia num momento crucial da história: Luís Capeto – como é chamado Luís XVI, ex-rei da França, após a proclamação da República – sobe ao cadafalso na segunda-feira, 21 de janeiro de 1793. O sangue real derramado torna impossível qualquer tipo de conciliação. A república precisa vencer ou morrer. A Convenção conclama a nação: “Às armas, cidadãos!”.
O perigo está em toda parte, tanto nas fronteiras como dentro do país. Por quase nada, as pessoas se tornam suspeitas de traição à pátria. A guilhotina, “navalha nacional”, ameaça a todos. O Terror está na ordem do dia. O povo, por sua vez, passa fome.

De tanto jorrar, o sangue se torna um rio que carrega a todos em seu furor. Marat, Danton, Robespierre, montanheses, jacobinos, girondinos, enfim, todas as variadas tendências – uns mais à esquerda, outros à direita –, são sucessivamente aclamados, odiados, reabilitados, decapitados.
Em 1795, o Diretório finalmente proclama o tempo da Concórdia, e todos começam a sonhar com uma reconciliação. Mas os dirigentes corrompidos desviam as riquezas, se refestelam no luxo. E o povo volta a reclamar: “No tempo de Robespierre, pelo menos tínhamos pão!”.

Enquanto isso, se destaca um jovem general aureolado pela glória conquistada na Itália e no Egito. Ele promete o retorno à ordem. No golpe de Estado de 18 brumário, ele toma o poder. E declara: “Cidadãos, a revolução está fixa nos princípios que lhe deram início: ela acabou”. Seu nome é Napoleão Bonaparte.

Serviço
Revolução Francesa - Para além da história oficial
Max Gallo
Tradução de Julia da Rosa Simões
340 páginas - R4 54,00 (em média)
Editora L&PM

O povo e o rei


Revolução Francesa: O povo e o rei é o primeiro volume da grande obra de Max Gallo que, para além da história oficial e dos livros escolares, nos mostra uma versão surpreendente do maior acontecimento da Idade Moderna, definidor do mundo atual. Preciso do ponto de vista histórico, ágil como uma reportagem e emocionante como um romance.

"Ele era o rei da França, o 16o com o nome de Luís, herdeiro de uma linhagem que há mais de dez séculos edificara e governara o reino da flor-de-lis e que, pela graça de Deus, tornara-o um dos mais poderosos do mundo.
Seus reis eram de direito divino; a França era a filha mais velha da Igreja, e um Luís, o IX, morto em uma cruzada, se tornara São Luís.
No entanto, naquela manhã de segunda-feira, 21 de janeiro de 1793, exatos quatro meses depois da proclamação da República, em 21 de setembro de 1792, enquanto um nevoeiro gelado paralisa Paris e abafa o rufar dos tambores que batem sem interrupção, Luís XVI é apenas Luís Capeto, ex-rei da França, ex-rei dos franceses.
Seu corpo será cortado em dois, e assim será separado o corpo do rei do da nação."
Trecho de Revolução Francesa: O povo e o rei

Serviço
Revolução Francesa- V.1 - O povo e o Rei
Max Gallo
Tradução de Julia da Rosa Simões
348 páginas - R$ 58,00 (em média)
Editora L&PM

J' accuse!!!!

Em 22 de dezembro de 1894, o capitão judeu Alfred Dreyfus é condenado por traição à degradação militar e à deportação perpétua num reduto fortificado. Uma carta contendo informações relativas à defesa nacional francesa endereçada ao militar alemão Von Schwartzkoppen é a prova utilizada em sua condenação, muito embora o documento não estivesse assinado e datado. Somente três anos depois, em 1897, é que a verdade vem à tona e se descobre que o autor da carta era, em realidade, o comandante da infantaria Esterhazy, e não Dreyfus. Este é o início de um dos maiores escândalos políticos da história da França, que por muitos anos dividiu seus habitantes e mobilizou a opinião pública para tentar corrigir a injustiça cometida pelo Estado. Entre os intelectuais que saíram em defesa de Dreyfus estava Émile Zola (1840-1902), grande romancista da época, autor de Germinal, O paraíso das damas, A morte de Olivier Bécaille, entre outros.

Em J’accuse...! a verdade em marcha¸ Émile Zola reúne os artigos que publicou na imprensa francesa e nos quais revelou as entranhas de um dos maiores atentados à liberdade que o mundo conheceu. Diante de um exército que, temendo macular sua imagem, preferia condenar um inocente a reconhecer seu engano, e de nacionalistas que adotaram uma postura antissemita, Zola recorreu à força da palavra. A carta aberta ao presidente da república da França, publicada em 13 de janeiro de 1898 no jornal L’Aurore – com tiragem de 300 exemplares –, sob o título de J’accuse, marca o início dessa série de textos de denúncia. Zola, que faleceu em 1902 – alguns especulam que fora assassinado –, não viu a absolvição de Dreyfus em 1906, mas sem dúvida foi um dos responsáveis por esse marco da história, da justiça e da imprensa, que mostrou a força dos intelectuais frente à opinião pública e ao Estado.

Leia aqui o prefácio
http://www.lpm-editores.com.br/v3/livros/Imagens/jaccuse_2.pdf

Serviço
J'accuse...! A verdade em marcha
Émile Zola
Tradução:Paulo Neves
176 páginas - R$ 14,00 (em média)
Editora L&PM

Sem Woody, Plumas



Sem plumas traz 18 textos de formatos variados – peças, ensaios, contos, argumentos e outras improbabilidades – que têm em comum a imaginação e o humor característicos de Allen. Na hilariante peça "Morte", temos uma paródia do velho mito da morte que vem buscar suas vítimas, e em "Deus", a outra peça curta do livro, Allen lança-se no teatro do absurdo e no teatro grego para fazer rir e pensar sobre seus assuntos preferidos: culpa, sexo, o que estamos fazendo aqui, qual o papel do artista no mundo e outras neuroses humanas.

Contos:

"Excertos de um Diário"
"Examinando Fenômemos Psíquicos"
"Alguns Balés sem Importância"
"Os Pergaminhos"
"As Mulheres de Lovborg"
"A Puta com Ph.D."
"Morte (Peça em um Ato)"
"Os Primeiros Ensaios"
"Guia Breve, Porém Útil, à Desobediência Civil"
"Quem Ganha do Inspetor Ford?"
"O Gênio Irlandês"
"Deus (Peça em um Ato)"
"Fábulas, Bestas e Mitos"
"Mistérios da Literatura"
"Se os Impressionistas Tivessem Sido Dentistas"
"Nada de Preces para Weinstein"
"Os Bons Tempos: uma Memória Oral"

Serviço
Sem Plumas
Woody Allen
184 páginas - R$ 13,50 (em média)
Editora L&PM

Uhhhh... que loucuraaaa!!!!


Quando publicou Que loucura! (Side effects), em 1980, Woody Allen já era um artista aclamado, tendo dirigido, entre outros, os antológicos Tudo o que você gostaria de saber sobre sexo (1972), Annie Hall (1977, vencedor de quatro Oscar) e Manhattan (1979). Mas o livro, com dezessete textos humorísticos, também é testemunha do início da carreira do multitalentoso Allen, quando ele desepjava verve, piadas e gags para platéias em restaurantes e casas noturnas.

Estrondoso sucesso de público, tendo freqüentado as listas de mais vendidos do mundo inteiro, Que loucura! traz textos em que Allen mistura humor, filosofia, psicanálise e história, tudo com uma indefectível dose da neurose moderna que é sua característica principal. Em A pele de Sócrates, o humorista coloca-se no lugar do filósofo, nos seus últimos dias de vida, antes de ser obrigado a suicidar-se. No conto intitulado O caso Kugelmass (que ganho o prêmio O. Henry de 1978), um professor, graças aos poderes de um obscuro mágico, é levado para dentro de Madame Bovary, onde viverá uma história de amor – longe da sua mulher supercontroladora. Com seu estilo personalíssimo e sua imaginação que desconhece limites, o autor prescruta – sempre rindo, é claro – as mais inusitadas situações e facetas da humanidade. Que loucura!: um programa tão divertido quanto os filmes de Woody Allen.

Serviço
Que Loucura!
Woody Allen
175 páginas - R$ 13,00 (em média)
Editora L&PM

Cuca Fundida


Antes de iniciar, em meados da década de 1960, uma das mais brilhantes carreiras de cineasta, roteirista e ator do cinema moderno, Woody Allen trabalhou como humorista, contando piadas e fazendo sketches em bares e auditórios. Com o sucesso de seus primeiros filmes (Um assaltante bem trapalhão, 1969, e Bananas, 1971), sua carreira foi catapultada à imprensa de peso norte-americana, e seus textos humorísticos começaram a ser publicados em The New York Times, The New Yorker, entre outros jornais e revistas.

Cuca fundida, lançado originalmente em 1971, é o primeiro dos três livros com textos curtos, geniais e impagáveis daquele que é talvez o maior cineasta norte-americano (os outros dois livros são Sem plumas e Que loucura!, também disponíveis na Coleção L&PM Pocket). São dezessete textos que mesclam humor judaico, psicanálise, culpa, sexo e outros temperos e neuroses da vida moderna – tudo isso em um estilo inteligente, rápido e cheio da comicidade trágica presente nos filmes do autor.

Um livro para fãs de Woody Allen e para fãs do riso inteligente.

Contos:

"O Cara"
"Os Róis de Metterling"
"A Morte Bate à Porta"
"Uma Espiada no Crime Organizado"
"Minha Filosofia"
"A História de Uma Grande Invenção"
"Como Realfabetizar um Adulto"
"Contos Hassídicos"
"Correspondência entre Gossage e Vardebedian"
"Reflexões de um Bem-Alimentado"
"Os Anos 20 Eram Uma Festa"
"Conde Drácula"
"Um Pouco Mais Alto, Por Favor"
"Conversações com Helmholz"
"Viva Vargas!"
"Descoberta e Uso do Respingo Imaginário"
"As Memórias de Schmeed"

Serviço
Cuca Fundida
Woody Allen
158 páginas - R$ 13,00
Editora L&PM

Em letras, o mestre do cinema


Adultérios traz três histórias de Woody Allen, engraçadíssimas, espirituosas e agradabilíssimas de ler, todas sobre infidelidade, todas passadas em Nova York e arredores. Os personagens, típicos novaiorquinos, surgem em cena de forma insuspeita, mas as coisas mais inesperadas acontecem – ou são reveladas –; faz-se o caos e a delícia dos leitores.

Nestas peças, encenadas com sucesso nos Estados Unidos, encontramos na verdade várias temáticas que são preocupações recorrentes na obra do autor. É o caso das pessoas que tentam racionalizar as próprias ações, que se debatem com as possibilidades e as angústias da arte e, é claro, com a tentação dos casos extraconjugais. Temos aqui Allen – o frasista, o genial piadista – em plena forma cômica. Tudo no melhor estilo dos diálogos frenéticos e cheios de verve que são a marca do mestre.

Serviço
Adultérios
Woody Allen
Tradução de Cássia Zanon
208 páginas - R$ 14,00 (em média)
Editora L&PM