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terça-feira, 5 de outubro de 2010

O nascimento do dragão - Marie Sellier


Na China, o dragão não é simplesmente um animal fabuloso. Desde que o primeiro imperador, Qin Shi Huang, associou-se à sua imagem, o dragão foi um símbolo da realeza, do país, de seu povo, de sua força. Hoje ele representa a paz, e por isso é festejado a cada Ano-Novo. Este livro conta a lenda chinesa do nascimento do dragão. Segundo ela, no tempo em que esses seres ainda não existiam, os homens, as mulheres e as crianças da China viviam em tribos sob a proteção de espíritos bondosos: os pescadores tinham o cuidado dos peixes; os homens, das montanhas, dos pássaros; os cavaleiros, das planícies sem fim, dos cavalos; os dos planaltos, das serpentes; e os camponeses dos arrozais juravam pelos búfalos.

Acontece que, por seus animais protetores, os chineses empreendiam guerras sem fim. Até que as crianças resolveram declarar guerra à guerra. Elas criaram um animal que protegia todos ao mesmo tempo, e que era vivo como o peixe, esperto como a serpente, livre como o pássaro, rápido como o cavalo e forte como o búfalo. Elas pegaram o corpo da serpente e colaram nele as escamas do peixe; acrescentaram a cabeça do cavalo e nela colaram os chifres do búfalo; por fim, adicionaram as patas do pássaro. A este animal incrível, que podia se elevar nos ares, mergulhar nos mares e se enfiar na terra, deram o nome de dragão. A história vem acompanhada de ilustrações, enfeitadas com carimbos de ideogramas, e também do texto em chinês. Ao final, um pequeno anexo fala sobre a importância dos carimbos e da caligrafia na China, ensina a ordem correta dos traços nos ideogramas e sugere um jogo da memória com as imagens do livro.

Serviço
O nascimento do dragão
Marie Sellier
Tradução: Fernanda Mendes
40 páginas - R$ 29,00 (em média)
Editora Companhia das Letrinhas

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Os gatos - T.S. Eliot


Durante toda a década de 1930, T. S. Eliot deu de presente a seus afilhados e amigos uma série de poemas. Enviados por carta — que ele assinava como “o velho gambá”, apelido cunhado por Ezra Pound —, esses poemas narravam a vida de um grupo de gatos, do temível Mac Anália (o “Napoleão do crime”) ao mágico Sr. Mistófelis, passando pelo velho Deuteronômio e pelo teimoso Rin Tim Tan Tam.

Àquela altura, Eliot já se consagrara um dos grandes nomes da literatura do século xx. Com seu épico Terra devastada ajudara a redefinir a poesia inglesa e, no papel de crítico, revelou e defendeu escritores como James Joyce e outros modernistas. Os poemas infantis, no entanto, surpreenderam seus amigos pela graça e sensibilidade para com a psicologia felina, e em 1939 ele foi convencido a publicá-los.

O que era para ser uma brincadeira acabou por se tornar um de seus trabalhos mais conhecidos, e quando recebeu o Nobel de literatura, em 1948, a fama extrapolara o meio acadêmico. Após sua morte, os poemas serviriam de base para o musical Cats, um dos mais longevos do West End londrino e da Broadway.

Nesta nova edição, ilustrada por Axel Scheffler e com a célebre tradução do poeta Ivo Barroso, o leitor descobrirá por que um gato deve ter três nomes diferentes. Mergulhará num mundo de tigelas de leite roubadas, gatos que desaparecem misteriosamente, gatos atores, gatos pobres, ricos e de todas as espécies. E aprenderá também uma daquelas verdades que só os grandes poetas sabem nos dizer: um gato não é um cachorro.

Serviço:
Os gatos
T.S. Eliot
Tradução: Ivo Barroso
Ilustração: Alex Scheffler
112 páginas - R$ 34,00 (em média)
Editora Companhia das Letrinhas